O presidente Lula afirmou que pretende acabar com as bets no Brasil, classificando o jogo online como um vício prejudicial à saúde da população. Ele rebateu o manifesto de federações de futebol e chamou de "balela" a tese de que a medida arruinará o esporte, frisando que a proteção dos cidadãos supera as perdas tributárias. Diante disso, o governo federal já elabora uma Medida Provisória para proibir os cassinos virtuais no país, mesmo ciente do impacto na arrecadação pública.
BRASÍLIA E GUARULHOS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 18, que, se depender da vontade dele, as bets não terão funcionamento permitido no Brasil.
"Essa jogatina de internet não é jogo de aposta, é um vício. É uma doença chamada ludopatia (...). Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets nesse País", disse Lula.
O presidente declarou ainda que a decisão do governo de acabar com os cassinos online não vai levar em conta perda de receita com a tributação, e sim a saúde da população. Lula chamou de "balela" o argumento de que acabar com as bets levará ao fim do futebol brasileiro.
"O governo não está preocupado em perder imposto. O que a gente não pode perder é a vida dos pobres jogando", declarou.
Federações de futebol publicaram um manifesto, nesta quinta-feira, 17, por meio do qual classificam como um "golpe fatal no futebol brasileiro" o plano de acabar com as bets no Brasil.
A iniciativa vem na esteira de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre "medidas drásticas" contra empresas de apostas. Como antecipou o Estadão no último dia 2, o governo prepara uma Medida Provisória (MP) para proibir a oferta de cassinos online - categoria que inclui o "jogo do tigrinho".
A proibição em estudo colocou no radar do Executivo a necessidade de compensar a perda de arrecadação e devolver parte do dinheiro que as bets pagaram para se legalizar no Brasil.
Lula está realizando um comício em Guarulhos nesta sexta. No palanque também estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo do Estado de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), que são as candidatas governistas ao Senado.