Kashkari, do Fed, diz ao NYT que é "muito cedo" para reduzir or juros

14 jan 2026 - 12h23

O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, não quis reduzir as taxas de juros no mês passado e não vê necessidade de cortá-las tão cedo, ‌dada a resiliência do mercado de trabalho e a inflação acima da meta do ‌Fed, informou o New York Times na quarta-feira.

Neel Kashkari, presidente e CEO do Banco da Reserva Federal de Minneapolis, fala durante uma entrevista à Reuters na cidade de Nova York, Nova York, EUA, em 22 de maio de 2023. REUTERS/Mike Segar
Neel Kashkari, presidente e CEO do Banco da Reserva Federal de Minneapolis, fala durante uma entrevista à Reuters na cidade de Nova York, Nova York, EUA, em 22 de maio de 2023. REUTERS/Mike Segar
Foto: Reuters

"Não vejo nenhum ímpeto para cortar em janeiro", disse Kashkari em uma entrevista ao jornal, acrescentando que é "muito cedo" para um corte nas taxas, o que pode ser possível ainda este ‍ano.

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Kashkari disse ao New York Times se sentir reconfortado pelo fato de os parlamentares de ambos os partidos políticos terem expressado apoio a um Fed independente e ao presidente do Fed, Jerome Powell.

O governo ‌Trump intimou Powell por comentários que ele fez ao ‌Congresso no ano passado, em uma ação que, segundo o presidente do Fed, foi uma tentativa de intimidar o banco central para que cortasse as taxas.

Espera-se que o Fed deixe a taxa de juros em sua faixa atual de 3,50% a 3,75% quando se reunir daqui a duas semanas, depois de cortá-la em 75 pontos-base em 2025, incluindo uma redução de 0,25 ponto percentual aprovada por uma votação de 9 a 3 em sua reunião de dezembro.

Kashkari, que tem direito a voto no painel de fixação de taxas este ano, indicou que poderia apoiar um corte nas taxas ainda este ano se a taxa de desemprego, de 4,4% em dezembro, aumentar, especialmente se a inflação também diminuir.

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Mas, por enquanto, ele disse que a inflação, que está acima da meta de 2% do Fed há anos e ‌pode permanecer assim por mais dois ou três anos, é "muito preocupante", informou o jornal.

Um relatório do governo na terça-feira mostrou que os preços ao consumidor aumentaram 2,7% no mês passado em relação ao ano anterior.

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