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IPCA-15 desacelera em outubro e fica em 0,32%, abaixo do esperado

Índice acumula aumento de 4,15% no ano, segundo o IBGE; mediana da pesquisa 'Projeções Broadcast' apontava alta de 0,44%

23 out 2026 - 09h21
(atualizado às 09h41)
Resumo
O IPCA-15 desacelerou para 0,32% em outubro, após marcar 0,70% em setembro, ficando abaixo do piso previsto pelo mercado. O índice acumula alta de 4,15% no ano e 4,62% em 12 meses. O maior impacto positivo partiu de alimentação e bebidas (0,88%), puxado por itens como tomate e cebola. Em contrapartida, o alívio na inflação foi favorecido pela queda no grupo habitação (-0,10%), decorrente do recuo na energia elétrica com a bandeira verde, e pela retração nos preços das passagens aéreas (-9,24%).

RIO E SÃO PAULO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,32% em outubro, após ter subido 0,70% em setembro, informou nesta sexta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,37%, com teto de avanço de 0,50% e mediana positiva de 0,44%.

Com o resultado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,15% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,62%, abaixo da mediana das projeções (+4,74%), com estimativas que iam de 4,47% a 4,81%.

Principal contribuição negativa no IPCA-15 veio da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%, com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, sem cobrança adicional para os consumidores
Principal contribuição negativa no IPCA-15 veio da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%, com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, sem cobrança adicional para os consumidores
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no IPCA-15, oito tiveram alta em outubro. A principal pressão veio do grupo de alimentação e bebidas, que registrou a maior variação e o maior impacto no índice (0,88% e 0,19 ponto porcentual).

A alimentação no domicílio (1,01%) acelerou em relação ao mês anterior (0,38%), puxada pelo comportamento de preços do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). Por outro lado, destacaram-se os recuos da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%).

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A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de setembro (0,44%) para outubro (0,56%), em virtude das altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%).

Em despesas pessoais (0,55%), os destaques foram os subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).

No grupo de transportes (0,05%), o resultado foi influenciado principalmente pelos combustíveis, que saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,18%. Com o recuo de 9,24%, o subitem passagens aéreas apresentou o principal impacto negativo no mês (-0,08 p.p.).

No grupo de habitação, que recuou de 2,07% para -0,10% na passagem de setembro para outubro, a principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%, com a mudança da bandeira tarifária de amarela (com a cobrança de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. Também tiveram aumentos os subitens gás de botijão (1,28%) e aluguel residencial (0,28%).

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Quanto aos índices regionais, 10 das 11 áreas de abrangência tiveram alta em outubro. A maior variação foi observada em Belém (0,76%), por conta das altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (-0,27%), que registrou queda nos preços das passagens aéreas (-11,58%) e da taxa de água e esgoto (-8,05%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de setembro a 14 de outubro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026 (base).

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