RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou março com alta de 0,88%, ante um avanço de 0,70% em fevereiro, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi puxada pelos preços dos grupos de transportes e alimentação e bebidas que, juntos, responderam por 76% do índice de março.
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A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 1,92%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,14% até março, ante taxa de 3,81% até fevereiro.
Nos transportes, a alta mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23 ponto porcentual na inflação do mês. Outras altas ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral.
Os preços de alimentação e bebidas aumentaram 1,56% em março, após alta de 0,26% em fevereiro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,33 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,88% no mês.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,94% em março, após ter avançado 0,23% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,61%, ante alta de 0,34% em fevereiro.
O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.