Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras

25 set 2026 - 17h06
(atualizado às 17h39)
Resumo
Pressionado pela queda da Petrobras diante do recuo do petróleo, o Ibovespa fechou em baixa de 0,27%, aos 183.476,86 pontos, acumulando perda semanal de 0,95%. O índice foi impactado pela inflação do IPCA-15 acima do esperado e pela cautela eleitoral com a disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro apontada pelo Datafolha. Perdas maiores foram contidas pelo alívio nos títulos do Tesouro dos EUA e pela alta em Wall Street, além de ganhos no setor bancário e da disparada de Azzas 2154.

O Ibovespa fechou com ‌queda modesta nesta sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras, enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos.

O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve ⁠a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio ‌Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,27%, a ‌183.476,86 pontos, chegando a 182.151,01 no pior momento. Na ‌máxima, atingiu 184.214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,95%.

O volume financeiro ⁠nesta sexta-feira somou R$23,99 bilhões.

No final do dia, o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 5,1625%, de 5,2297% na máxima do dia e 5,162% no fechamento na véspera, o que abriu espaço para melhora nos mercados, assim como o alívio nos preços do petróleo, com barril do Brent encerrando a US$104,32, declínio de 2,1%. Em Wall Street, o ‌S&P 500 fechou com elevação de 0,51%.

"O cenário externo contribuiu para limitar as perdas", afirmou ‌o analista Matheus Villela, da ⁠gestora de patrimônio Aware ⁠Investments.

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O analista citou que o IPCA-15 pressionou o Ibovespa na abertura, mas que o cenário eleitoral ⁠é o que mais pesa sobre o sentimento ‌na bolsa. Ele chamou a ‌atenção para a pesquisa Datafolha, que mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, enquanto o cenário para potencial segundo turno apontou 47% a 45%, respectivamente.

"A variação foi de apenas um ponto e ⁠está dentro da margem de erro, mas o mercado tem precificado qualquer mudança de tendência", afirmou Villela. Na pesquisa anterior, o placar era de 39% a 36% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo turno, a favor do petista em ambos os casos. "Com o primeiro turno a pouco ‌mais de uma semana, esperamos volatilidade elevada até lá."

DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuou 2,58% e PETROBRAS ON caiu 2%, acompanhando o movimento do petróleo no mercado internacional.

• VALE ON encerrou ⁠com variação positiva de 0,16%, tendo de pano de fundo a estabilidade dos futuros do minério de ferro na China.

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,62%, com o setor como um todo melhorando. BRADESCO PN avançou 0,56%, BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 0,23% e SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,51%. BTG PACTUAL UNIT terminou estável.

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• ULTRAPAR ON caiu 5,77%, em nova sessão de ajustes, após acumular até a última quarta-feira valorização de mais de 14% em setembro. No setor de combustíveis, VIBRA ON cedeu 4,96%, também em queda pelo segundo dia. Até a quarta-feira, subia mais de 17% no mês.

• AZZAS 2154 ON disparou 12,97%, ganhando fôlego à tarde. Investidores seguem especulando sobre potenciais reflexos da reorganização societária anunciada no começo do mês, bem como de eventual transação que envolva a unidade FARM Rio.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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