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Ibovespa cai espelhando exterior à espera de discurso de Bolsonaro em Davos

22 jan 2019 12h03
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O mercado acionário brasileiro operava no vermelho nesta terça-feira, alinhado ao menor apetite por risco no exterior em meio a renovadas preocupações sobre o crescimento da economia global, enquanto investidores aguardam o discurso do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Às 11:56, o Ibovespa caía 0,41 por cento, a 95.612,51 pontos. O giro financeiro somava 2,6 bilhões de reais.

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Na véspera, o indicador fechou em baixa, com realizações de lucros em pregão marcado pelo vencimento de contratos de opções sobre ações e sem a referência de Wall Street, que esteve fechado por feriado do Dia de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos.

Em 2019, contudo, o índice ainda acumula valorização de cerca de 9 por cento, após altas de aproximadamente 39 por cento em 2016, 27 por cento em 2017 e 15 por cento em 2018.

"Todo mundo está esperando o discurso lá de Davos para ver qual será a receptividade (do mercado internacional ao novo governo brasileiro)... Tudo indica que vai ser positivo", disse à Reuters o gerente de renda variável da H.Commcor, Ari Santos.

Segundo ele, os agentes do mercado esperam sinalizações do presidente Jair Bolsonaro e sua equipe sobre a reforma da previdência, considerada fundamental para colocar as contas públicas em ordem, no discurso previsto para às 12:30 (horário de Brasília) desta terça-feira.

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Enquanto isso, destacaram outros operadores, a B3 segue atenta ao exterior, onde as preocupações sobre a economia mundial voltaram a ganhar força depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou em 0,2 ponto percentual a previsão do crescimento global em 2019, para 3,5 por cento.

Santos observou que o tímido movimento de queda do Ibovespa era puxado principalmente pelas perdas de Petrobras e Vale, na esteira do recuo dos preços do petróleo em Nova York e do minério de ferro na China. "Ainda assim, a bolsa deve sustentar esse intervalo de 95 a 96 mil pontos", afirmou o gerente de renda variável da H.Commcor.

DESTAQUES

- BRF recuava 2,3 por cento, entre os destaques negativos do Ibovespa, tendo no radar a notícia de que a Arábia Saudita desabilitou cinco exportadores de carne do Brasil, incluindo unidades da empresa e da JBS, que por sua vez subia 2,2 por cento.

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- B2W caía 2 por cento e sua controladora LOJAS AMERICANAS PN também cedia 1,5 por cento, esticando as perdas da véspera desencadeadas pelo lançamento da plataforma de venda direta da gigante norte-americana Amazon.com no Brasil. Ainda no setor, MAGAZINE LUIZA perdia 1,17 por cento e VIA VAREJO avançava 2,9 por cento.

- PETROBRAS PN tinha baixa de 0,5 por cento, e PETROBRAS ON desvalorizava-se 0,8 por cento, em sessão negativa para os preços internacionais do petróleo e com as atenções ainda voltadas às articulações envolvendo a tão aguardada revisão do contrato da cessão onerosa.

- VALE cedia 1,2 por cento, espelhando o recuo dos contratos futuros do minério de ferro na China em meio a sinais de que o processo de reabastecimento das siderúrgicas está em fase de conclusão.

- ITAU UNIBANCO PN e BRADESCO PN perdiam 0,4 por cento cada, reforçando o viés de baixa do Ibovespa, dado o peso desses dois papéis em sua composição. SANTANDER UNIT também cedia, 0,14 por cento, mas BANCO DO BRASIL seguia na contramão, com oscilação positiva de 0,9 por cento.

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- CARREFOUR perdia 0,35 por cento, após o grupo varejista divulgar vendas consolidadas de 15,8 bilhões de reais no quarto trimestre, um crescimento de 10,2 por cento sobre o mesmo intervalo de 2017. Para analistas da Guide Investimento, os dados mostraram "sólida performance", reforçando as apostas de balanço mais forte no último trimestre do ano passado.

- BRASKEM PNA saltava 5,6 por cento, liderando a ponta positiva do Ibovespa, em recuperação após quedas recentes, com as atenções ainda voltadas às movimentações da holandesa LyondellBasell Industries para compra da petroquímica brasileira.

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