O GPA registrou prejuízo de R$ 220 milhões no terceiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 142 milhões do mesmo período anterior. A receita líquida recuou 9,6%, somando R$ 4,12 bilhões, afetada pelo consumo enfraquecido, pelo endividamento das famílias e por rupturas no estoque ligadas à sua recuperação extrajudicial. Apesar das quedas, o Ebitda ajustado da dona do Pão de Açúcar subiu 17%, atingindo R$ 482 milhões, acompanhado por um avanço de 3,1 pontos percentuais na margem bruta, que chegou a 30,7%.
O grupo supermercadista GPA amargou prejuízo de R$220 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de R$142 milhões apurado no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.
A companhia dona dos supermercados Pão de Açúcar e que há anos tenta reverter uma queda em seus resultados, teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$482 milhões de julho a setembro, alta de 17% sobre um ano antes.
"O desempenho comercial do trimestre ainda refletiu um ambiente de consumo desafiador, caracterizado pela pressão sobre o poder de compra e pelo elevado endividamento das famílias", afirmou o presidente-executivo do GPA, Alexandre Santoro, no balanço.
O executivo citou ainda que o "prolongamento do processo de homologação da recuperação extrajudicial continuou impactando a disponibilidade de produtos e a dinâmica comercial com fornecedores".
"Embora os níveis de ruptura tenham apresentado melhora em relação ao segundo trimestre, permaneceram acima dos patamares observados no início do ano", disse Santoro, se referindo a falta de produto no ponto de venda no momento em que o consumidor tenta comprá-lo.
A receita líquida do GPA somou no trimestre R$4,12 bilhões, queda de 9,6% na comparação com um ano antes, com a venda em mesmas lojas recuando 1,4%.
Mas a margem bruta cresceu 3,1 pontos percentuais, para 30,7%.