O faturamento do setor de mineração alcançou R$150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, um avanço de 8,2% ante igual período do ano anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), divulgados nesta terça-feira.
As exportações do segmento somaram 196,2 milhões de toneladas entre janeiro e junho, alta de 2,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Já a receita com os embarques totalizou US$25,1 bilhões, crescimento de 24,1%, informou o Ibram.
Principal produto do setor, o minério de ferro respondeu por 47,2% do faturamento total, com R$71,2 bilhões, apesar de uma queda de 3,1% em receita na moeda brasileira frente ao primeiro semestre de 2025.
No mercado externo, as exportações do minério de ferro alcançaram 189,4 milhões de toneladas no semestre, alta de 2,4% ante um ano antes. A receita com os embarques somou US$13,4 bilhões, avanço de 5,2%.
Em contrapartida, ouro e cobre se destacaram entre os principais motores de crescimento do semestre.
O faturamento do minério de ouro subiu 44,2%, para R$25,3 bilhões, enquanto a receita com exportações do metal avançou 69,3%, para US$4,6 bilhões. Já o minério de cobre registrou faturamento de R$20,6 bilhões, alta de 41%, e teve receita de exportação de US$3,87 bilhões, salto de 83,8%. Em volume, os embarques de cobre cresceram 30,1%, para 848,5 mil toneladas.
No comércio exterior, o setor mineral brasileiro registrou um saldo de US$20,3 bilhões no primeiro semestre, alta de 25,36% ante um ano antes. O resultado equivaleu a 48% do saldo da balança comercial brasileira, de US$42,36 bilhões.
A China permaneceu como principal destino das exportações minerais brasileiras no período, concentrando 70,1% dos embarques em toneladas.