Economistas elevam previsão de inflação e Selic para 2026 e 2027 no Focus

20 abr 2026 - 09h19

Economistas consultados pelo Banco Central ‌elevaram suas estimativas para a inflação e para a taxa básica de juros ao fim deste ano e no próximo, mostrou a edição mais recente do Boletim Focus divulgada nesta segunda-feira pela autoridade monetária, que apontou um cálculo menor para a taxa de câmbio ao término de 2026 ⁠e 2027.

Os agentes veem agora a taxa básica de juros Selic terminando ‌este ano em 13,00% ao ano e o ano seguinte em 11,00% ao ano. Na semana anterior, as expectativas eram de um juro ‌de 12,50% e 10,50%, respectivamente. A Selic ‌está atualmente em 14,75%.

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A pesquisa do Banco Central também apontou ⁠que os economistas seguem esperando um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 28 e 29 de abril, e passaram a ver uma redução de igual magnitude na reunião seguinte, em junho, ante expectativa na semana ‌anterior de um corte de 0,50 ponto percentual.

Para a inflação medida pelo IPCA, ‌os agentes calculam agora ⁠que ela encerrará ⁠este ano em 4,80%, ante 4,71% na semana anterior, e em 3,99% no ⁠final do ano que vem, ante ‌3,91% uma semana atrás. ‌A meta da inflação é de 3,00% ao ano com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que coloca a estimativa do IPCA para o final de ⁠2026 acima do teto da meta.

Os ajustes nas estimativas acontecem em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada no final de fevereiro, e que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, hidrovia por onde ‌passa um quinto do comércio mundial de petróleo. O conflito abalou os mercados financeiros e gerou temores inflacionários ao redor do mundo.

Os economistas ⁠também revisaram para baixo suas previsões da taxa de câmbio e enxergam agora um dólar cotado a R$5,30 ao final de 2026 e a R$5,35 ao final de 2027. Há uma semana as previsões eram de dólar a R$5,37 no fim deste ano e a R$5,40 ao término do próximo. O dólar encerrou a semana passada com sua menor cotação desde março de 2024, acumulando na semana uma queda de 0,53% e no ano uma baixa de 9,21%.

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Para o crescimento da economia, os agentes ajustaram as contas para este ano em 0,01 ponto percentual para cima, a 1,86%, e mantiveram a estimativa de crescimento de 1,80% para o ano que vem.

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