O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira que é preciso aperfeiçoar o modelo de crédito do país e tratou como pautas prioritárias a evolução da agenda digital e a ampliação da produtividade.
Na primeira entrevista a jornalistas após sua nomeação, o ministro elencou prioridades de sua gestão, antecipadas pela Reuters, e disse que fará uma continuidade do trabalho de Fernando Haddad, que deixou o ministério para se candidatar ao governo de São Paulo.
Durigan afirmou que a Fazenda vai aprofundar "muito" ações do Eco Invest -- programa de atração de investimentos sustentáveis -- e defendeu uma maior inserção do Tesouro Nacional no exterior, prevendo para este ano uma emissão de títulos públicos no mercado europeu.
Ele não detalhou as medidas que serão adotadas na área de crédito, mas afirmou que uma regulação do tema é necessária.
"Com todas as incertezas e as crises que a gente vive, é preciso aperfeiçoar esse modelo de crédito do país, seja do ponto de vista dos fundos, seja do ponto de vista da parceria com o Banco Central, o sistema financeiro e bancário", afirmou.
Na agenda digital, o ministro defendeu que o governo faça esforços para atrair investimentos em tecnologia ao país e disse que seguirá discutindo os temas da concorrência entre as plataformas digitais e da inteligência artificial.
Para ele, é importante que o governo siga com uma agenda de consolidação fiscal e justiça social neste ano.
Em relação aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o país, Durigan disse que o governo tem uma série de medidas que podem ser adotadas a depender da evolução do conflito e de seus efeitos sobre os preços de combustíveis.