Dólar amplia perdas ante o real após decisão sobre tarifas na Suprema Corte dos EUA

20 fev 2026 - 12h41

O dólar ampliou as perdas ante o real nesta sexta-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar as tarifas ⁠comerciais impostas pelo presidente Donald Trump sobre ‌outros países.

Às 12h33, o dólar à vista cedia 0,57%, aos R$5,1982 na venda.

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Na ‌B3, o contrato de ‌dólar futuro para março -- atualmente o ⁠mais líquido no Brasil -- caía 0,32%, aos R$5,2075.

O recuo do dólar no Brasil está em sintonia com a baixa quase generalizada da moeda norte-americana ante outras divisas no ‌exterior, após a Suprema Corte rejeitar as tarifas ‌aplicadas por ⁠Trump com ⁠base em uma lei destinada a ser usada em ⁠emergências nacionais.

O ‌tribunal decidiu que ‌a interpretação da administração Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) concede ⁠a Trump o poder de impor tarifas interferiria nas atribuições do Congresso e violaria um princípio jurídico denominado doutrina das "questões principais".

Essa doutrina exige ‌que as ações do Poder Executivo de "vasta importância econômica e política" sejam claramente autorizadas ⁠pelo Congresso.

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Em reação, às 12h30 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,26%, a 97,631.

No Brasil, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,1827 (-0,87%) às 12h02, já sob efeito da decisão nos EUA. O movimento ocorreu em paralelo à recuperação do Ibovespa, que praticamente zerou suas perdas neste início de tarde.

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