Após abrir em alta de mais de 0,50%, o dólar desacelerou nesta manhã de segunda-feira no Brasil, mas segue em elevação ante o real em meio à aversão global a ativos de maior risco em função da guerra no Oriente Médio, que coloca o preço do barril de petróleo acima dos US$100 nesta manhã.
Depois de superar os R$5,28 na abertura, o dólar à vista subia 0,30% às 9h23, aos R$5,2606 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no Brasil -- avançava 0,03%, aos R$5,2910.
No fim de semana o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, em uma sinalização de que a vertente linha-dura segue no comando em Teerã, uma semana após o início do conflito com os Estados Unidos e Israel.
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que a nomeação de Mojtaba seria "inaceitável".
Neste cenário, investidores iniciaram a segunda-feira na ponta de venda de ações e de compra de dólares, em busca de liquidez e proteção, enquanto o barril de petróleo dispara em Londres e em Nova York. Os rendimentos dos Treasuries também sobem, em meio a preocupações de que a alta do petróleo poderá impulsionar a inflação nos EUA.
No Brasil, após ter acumulado elevação de 2,08% na semana passada, o dólar iniciou a segunda-feira em alta, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante divisas pares como o rand sul-africano e o peso chileno.
No boletim Focus divulgado nesta manhã pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano pouco mudou apesar da guerra: de R$5,42 para R$5,41. A taxa básica Selic projetada para o fim de 2026 foi de 12% para 12,13%.
Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,88%, aos R$5,2414.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.
(Edição de Isabel Versiani)