Dólar segue estável no Brasil em meio a esperanças de acordo entre EUA e Irã

16 abr 2026 - 09h18
(atualizado às 10h12)

O dólar ‌oscila próximo da estabilidade ante o real nesta quinta-feira, em um ambiente global de esperanças renovadas de que EUA e Irã possam chegar a um acordo de paz, enquanto no Brasil os investidores digerem dados de atividade divulgados pelo Banco Central.

Às 10h04, o dólar à ⁠vista caía 0,02%, aos R$4,9917 na venda.

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Na B3, o contrato de dólar ‌futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,02%, aos R$5,0055.

A expectativa de um acordo definitivo entre EUA e ‌Irã para dar fim à guerra seguia ‌permeando os mercados nesta quinta-feira.

Um importante mediador paquistanês teria ⁠avançado em "questões delicadas", conforme uma fonte ouvida pela Reuters, ainda que o destino do programa nuclear do Irã não tenha sido definido. Outra fonte afirmou que o Irã poderia deixar navios navegarem livremente pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz, sem risco de ataque, desde ‌que um acordo evite um novo conflito.

Neste cenário, o dólar tinha leves ‌altas ante algumas moedas ⁠fortes, como o ⁠euro e a libra, mas sustentava baixas leves ante outras divisas, em uma ⁠sessão até o momento sem ‌uma tendência forte.

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No Brasil, o ‌Banco Central informou mais cedo que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, ficando acima da expectativa de economistas ouvidos pela Reuters ⁠de alta de 0,47%. Em relação a fevereiro de 2024, o IBC-Br cedeu 0,3% na série sem ajuste, e nos 12 meses até fevereiro houve aumento de 1,9% da atividade.

Na renda fixa, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) registraram leves ‌ganhos após o IBC-Br acima do esperado, com investidores consolidando apostas de que o BC cortará a taxa básica Selic em apenas ⁠25 pontos-base no fim do mês. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou com queda de 0,02%, aos R$4,9927, na sexta sessão consecutiva de variação negativa, ainda que limitada.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

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(Edição de Isabel Versiani)

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