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Dólar fecha em queda contra o real com ajuste e exterior

17 ago 2026 - 17h23
(atualizado às 19h22)

O dólar fechou ‌a segunda-feira em queda contra o real, após cinco sessões consecutivas de altas, influenciado pela fraqueza da divisa norte-americana no mercado internacional.

O dólar à vista fechou em queda de 0,41%, aos R$5,1998 na venda, após ter acumulado na semana passada uma alta de 2,7%.

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Às 17h07, o contrato ⁠de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía ‌0,26% na B3, aos R$5,2220.

O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- marcou ‌mais cedo o menor nível em mais ‌de dois meses à medida que operadores reduziram as apostas ⁠em um aumento das taxas de juros nos Estados Unidos enquanto se preparam para o simpósio anual do Federal Reserve em Jackson Hole na próxima semana, onde buscarão pistas sobre a interpretação dos formuladores de política monetária dos dados econômicos mais recentes. Às 17h48, o índice do ‌dólar estava estável, em 99,589.

Também no exterior, os preços do petróleo fecharam em ‌alta de 2,65%, a ⁠US$90,87 o barril, ⁠devido a preocupações com a oferta global alimentadas pelo pessimismo dos investidores em ⁠relação aos esforços diplomáticos para resolver ‌o conflito com o ‌Irã, com o presidente dos EUA, Donald Trump, exigindo a rendição do Irã e ameaçando bombardear Omã.

"Nos próximos pregões, além da evolução do conflito no Oriente Médio, o mercado deve continuar acompanhando a ⁠deterioração dos prêmios de risco brasileiros e, no exterior, a ata do FOMC (do Fed) na quarta-feira, que pode recalibrar as expectativas para os juros americanos", disse Marcos Praça, diretor de Análises da Zero Markets Brasil.

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Localmente, as atenções se voltaram para ‌os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), que mostraram uma expansão de 0,2% no segundo ⁠trimestre de 2026 sobre os três meses anteriores mesmo após ter recuado em junho. Em junho, o índice registrou retração de 0,6% na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados, pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%.

O noticiário político também ganhou mais atenção com o início da campanha eleitoral oficial pelos candidatos e novas pesquisas de intenção de votos. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro seguem em empate técnico nas intenções de voto para um eventual segundo turno, embora o presidente continue numericamente à frente do senador.

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