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Dino marca para a próxima terça-feira audiência pública para discutir implementação da escala 5x2

Decisão atende a pedido da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que pede adiamento do fim da escala 6x1, bandeira eleitoral de Lula aprovada no Congresso

5 nov 2026 - 17h53
(atualizado às 17h56)
Resumo
O ministro Flávio Dino, do STF, marcou uma audiência pública para discutir a implementação da escala 5x2, que substitui a 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. O debate atende a um pedido da Confederação Nacional do Comércio, que solicita o adiamento do início da transição, previsto para 16 de dezembro, alegando prejuízos no período natalino. Dino considerou razoáveis os argumentos empresariais sobre o cronograma e ouvirá setores afetados antes de tomar uma decisão.

BRASÍLIA - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira, 10, uma audiência pública sobre a implementação da escala 5x2. Em outubro, o Congresso aprovou e promulgou o fim da escala 6x1, com redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

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Participarão da reunião representantes de centrais sindicais, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria-Geral da República, do Senado e da Câmara.

O despacho atende a pedido da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para adiar o fim da escala 6x1. O projeto aprovado no Legislativo prevê que a primeira fase de implantação da medida se inicie em 16 de dezembro, quando as empresas precisarão reduzir a carga horária semanal de 44 horas para, no máximo, 42 horas, com dois dias de descanso remunerado. Doze meses depois, a jornada de trabalho passa a ser limitada a 40 horas semanais.

Segundo a entidade, o cronograma gerará perdas e desorganização das empresas, porque passará a valer em período de maior demanda devido ao Natal. Na petição, defende que a implantação da lei seja adiada para outubro de 2027.

Dino afirma que a dificuldade do setor produtivo em pôr em prática o novo modelo de trabalho não justifica intervenção do STF. Segundo o ministro, seria preciso haver violação de direitos. Ele pondera, contudo, que as queixas dos empresários são razoáveis. Por isso, decidiu marcar audiência antes de tomar decisão.

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"Reconheço, de outra parte, que os argumentos relativos ao regime de transição são plausíveis e merecem exame mais detido. São questões que não comportam solução sem a prévia manifestação dos órgãos de que emanou a norma e sem a contribuição dos setores diretamente alcançados", diz.

A emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 foi promulgada em 16 de outubro pelo Congresso. A sessão contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tinha na proposta uma de suas bandeiras à reeleição.

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