Correios fecham 1º semestre de 2026 com prejuízo recorde de R$ 5,55 bilhões

31 ago 2026 - 12h37
(atualizado às 12h56)
Resumo
Os Correios registraram prejuízo recorde de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,4% ante 2025 e o 16º trimestre consecutivo no vermelho. O resultado foi impactado pelo salto nas despesas financeiras com juros de empréstimos e pela perda de mercado em encomendas para concorrentes privados. A estatal aposta em reestruturações, como demissões voluntárias e fechamento de agências, além de planejar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia da União para tentar conter a crise.
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Foto: Suno

Os Correios fecham o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões, resultado 30,4% pior do que os R$ 4,26 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Os números foram divulgados pela empresa no sábado (29), nas demonstrações financeiras do 1º semestre, e marcam o 16º trimestre consecutivo de déficit nas contas da companhia.

O principal fator de deterioração dos resultados do Correios foi o salto nas despesas financeiras, terminaram o primeiro semestre do ano em R$ 1,6 bilhão em 2026.

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O aumento reflete os juros do empréstimo de R$ 12 bilhões contratado com um consórcio de cinco bancos, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, firmado no fim do ano passado. Ao longo da vigência do contrato, a operação deve gerar R$ 22,4 bilhões em despesas de juros.

Veja detalhes do resultado dos Correios

Do lado das receitas, a estatal somou R$ 8,19 bilhões, ante R$ 7,87 bilhões no mesmo período do ano anterior. A pressão vem do enfraquecimento no segmento de encomendas, com a perda de espaço para plataformas de e-commerce como Mercado Livre e Shopee, que operam redes próprias de entrega, além da concorrência de empresas privadas de logística como Jadlog e Sequoia.

No recorte trimestral, o 2º trimestre mostrou alívio em relação ao início do ano. O prejuízo entre abril e junho foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 24,4% frente ao 1º trimestre, quando a perda chegou a R$ 3,16 bilhões.

No comunicado que acompanha o balanço, a diretoria afirmou que o resultado representa uma melhora sequencial e que as medidas de reestruturação em curso, entre elas um programa de demissão voluntária e o fechamento de agências deficitárias, devem produzir efeitos mais visíveis no segundo semestre.

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Nas notas explicativas, os Correios informaram que estão em "estágio avançado" de estruturação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com a União como fiadora em caso de inadimplência, sem divulgar detalhes sobre as condições do contrato.

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