Copom reduz taxa de juros em 0,25 ponto pela 5ª vez e Selic cai a 13,75% ao ano

Juros já caíram 1,25 ponto porcentual desde março, quando o BC começou 'ciclo de calibração' da política monetária

16 set 2026 - 18h42
(atualizado às 19h21)
Resumo
O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, caindo de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo desde março. A decisão unânime alinha-se às expectativas do mercado e visa convergir a inflação para a meta, suavizando oscilações econômicas. Apesar do ciclo de flexibilização totalizar 1,25 ponto de queda, o colegiado mantém cautela diante de incertezas fiscais, desaceleração da atividade e impactos de conflitos globais sobre os preços.

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 16, a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com a expectativa de 75 das 78 casas consultadas pelo Projeções Broadcast.

Segundo o colegiado, a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", disse, no comunicado da reunião.

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Foi o quinto corte consecutivo. Os juros já caíram 1,25 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um "ciclo de calibração" da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% - o maior nível em quase duas décadas - por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

O colegiado afirmou que segue acompanhando como a política fiscal doméstica influencia a política monetária e os ativos financeiros, "reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza".

"O Comitê monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação", escreve.

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Além disso, o Copom também afirmou que os indicadores de atividade seguem consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado no ano.

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