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Competitividade das empresas já depende do compromisso com questões ligadas à sustentabilidade

Em palestra online do Summit ESG, realizado pelo 'Estadão', especialistas afirmaram que hoje o tema afeta de pequenas a grandes empresas

15 jun 2021 15h53
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O compromisso com questões ligadas à sustentabilidade passou a ser determinante para a competitividade do setor empresarial como um todo, das pequenas às grandes empresas e, sem ações nessa direção, ficará difícil obter financiamento e até mesmo mão de obra qualificada.

"Já é evidente que está cada vez mais mensurável o risco relacionado às questões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) para os negócios", disse Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU em painel do Summit ESG nesta terça-feira, 15, com o tema "A evolução do conceito ESG e estratégias das empresas". O evento é realizado pelo Estadão até sexta-feira.

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A especialista em sustentabilidade e SDG Pioneer pelo Pacto Global da ONU, Sonia Consiglio Favaretto, disse que "cada vez mais a sustentabilidade é condição para competir". Segundo ela, entre os ganhos dessa estratégia estão a maior eficiência operacional, menor custo de capital, acesso a mercados e atração de talentos.

Debate online do Summit ESG discutiu A evolução do Conceito ESG e Estratégias das Empresas.
Foto: Reprodução / Estadão

Para Onara Lima, diretora de Sustentabilidade do grupo Ambipar, as práticas efetivas trazidas pelas ações socioambientais, sempre pautadas por uma governança bem estabelecida, trazem oportunidades para as empresas. "Quando as empresas observam o quanto podem ser estratégicas dentro dessa agenda, além de mitigar riscos e gerar valor a longo prazo, elas entendem que é possível integrar o ESG com suas estratégias corporativas", afirmou.

Para empresas que não entendem a diferença entre ESG e sustentabilidade, Onara esclareceu que a agenda que ganhou essa sigla do setor financeiro é o pilar dessas práticas, pois levou para a governança o olhar para as questões sociais e ambientais. A empresa precisa observar, nas suas operações e na sua cadeia, o que é relevante para o seu negócio e trabalhar em questões ligadas a isso.

Pereira citou o exemplo da Ambev, que atua na área de bebidas - que leva muitas pessoas a atrelarem a questão do consumo do álcool como um dos principais causadores de acidentes de trânsito. Segundo ele, a empresa compreende isso e tem um programa global relacionado a essa questão que inclusive foi exemplo nas Nações Unidas.

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A Ambev tem também programas de agricultura sustentável e projetos ligados ao consumo de água. "Ela tem o menor nível de consumo de água por litro de produto", informa ele. Segundo ele, é importante a empresa não correr o risco de "falar o que não faz ou falar de alguma coisa que não é importante".

Riscos e oportunidades

Sonia sugeriu que, para as empresas adaptarem seus negócios à agenda ESG tem de ter conhecimento, planejamento e liderança. Para o entendimento, ela pode trabalhar com seu time interno ou com uma consultoria. O planejamento deve ser feito pensando em cenários possíveis e diferentes.

Outro aspecto é a liderança. Presidentes de empresas e de conselhos têm de estar diretamente envolvidos, apoiando a agenda e dando direção. "Uma frase muito comum no meio empresarial é que o tom vem do topo", ressaltou Sonia.

Para os especialistas, os ganhos de competitividade para empresas que seguem esse caminho já estão determinados pelo mercado. Pereira ressalta ainda que é preciso ter em consideração "que o negócio não mudou, o que mudou foi o mundo, pois os valores hoje são diferentes e o que a sociedade espera das empresas também é diferente."

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Ele afirmou ainda que as grandes empresas precisam ter responsabilidade com toda sua cadeia e sugeriu que pequenas e médias empresas conhecerem a agenda de sustentabilidade do Sebrae.

Ao ser questionada por empresários sobre o que se ganha ao investir na agenda sustentável, Sonia respondeu que a resposta melhor é o que se perde se não investir. "Cada vez mais a gente aumenta a conta do ganho, e é preciso avaliar os riscos e oportunidades.

Ela citou uma pesquisa feita no ano passado sobre a estratégia para a perenidade nos negócios que trazem recomendações para integrar a agenda no negócio, entre as quais levar o tema para os administradores diretos do negócio, conectar o tema com o negócio, se comunicar com todas as partes interessadas (os stakeholdings).

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