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CEO da Lufthansa diz que há pouca sobreposição de voos em acordo com TAP

4 nov 2026 - 09h10
Resumo
A Lufthansa acertou a compra de até 49,9% da TAP por 1,2 bilhão de euros, superando a Air France-KLM. O CEO Carsten Spohr minimizou riscos antitruste, apontando pouca sobreposição e forte complementariedade entre as malhas aéreas. O negócio, que depende do aval da Comissão Europeia, transformará Lisboa no hub do grupo alemão para o Atlântico Sul, elevando sua fatia no mercado Europa-América Latina de 9% para cerca de 20%, com foco estratégico nas rotas para o Brasil e a África lusófona.

A Lufthansa e a companhia ‌aérea portuguesa TAP têm pouca sobreposição em sua malha aérea, embora ainda seja muito cedo para discutir possíveis medidas antitruste relacionadas à aquisição planejada pela Lufthansa de até 49,9% da TAP, afirmou o presidente-executivo da companhia aérea alemã, Carsten Spohr, nesta terça-feira.

O negócio, que precisa da aprovação antitruste ⁠da Comissão Europeia, tornaria Lisboa o hub de longa distância da Lufthansa ‌para o Atlântico Sul e mais que dobraria sua participação no mercado Europa-América Latina.

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Em 14 de outubro, o governo português escolheu a ‌oferta da Lufthansa de 1,2 bilhão de ‌euros (US$1,34 bilhão) por até 49,9% da TAP. A companhia aérea ⁠alemã também ofereceu 863 milhões de euros em dinheiro e uma participação de 5% no Grupo Lufthansa, avaliada em 488 milhões de euros, pela participação remanescente de 50,1% do Estado português na TAP, caso o governo decida vender essa participação.

A Lufthansa, que já é proprietária da Austrian ‌Airlines, da ITA Airways e da Swiss, entre outras companhias aéreas, superou ‌a rival Air France-KLM ⁠depois que ambas ⁠as companhias apresentaram suas propostas finais pela companhia aérea portuguesa no final de setembro.

Spohr ⁠afirmou que a Lufthansa abordaria ‌quaisquer negociações sobre medidas corretivas ‌com a Comissão Europeia e o governo português "de maneira profissional", citando a experiência do grupo com investimentos em outras companhias aéreas europeias.

"Quanto a possíveis sobreposições, acreditamos que elas sejam bastante limitadas, devido ⁠ao fato de que os mercados da TAP e do Grupo Lufthansa não se sobrepõem em grande medida", disse Spohr a repórteres após assinar o acordo de aquisição da TAP com o governo português.

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"É muito cedo para falar sobre medidas ‌corretivas específicas", disse ele.

"Nossas redes se complementam de maneira ideal e abrem novas oportunidades de crescimento para nós em Portugal e, em particular, ⁠na América do Sul e no Brasil", disse Spohr.

O principal atrativo da TAP são seus valiosos horários de pouso que conectam Lisboa ao Brasil, à África lusófona e aos Estados Unidos — rotas que sustentam os laços da diáspora portuguesa, os fluxos turísticos e as relações de investimento.

Lisboa se tornaria o sétimo hub da Lufthansa, com os aeroportos do Porto, dos Açores, da Madeira e do Algarve também desempenhando papéis fundamentais na estratégia de crescimento do grupo, disse Spohr.

O acordo elevaria a participação da Lufthansa no mercado Europa-América Latina de 9%, atualmente, para cerca de 20%, "colocando o grupo alemão em pé de igualdade com seus principais concorrentes", disse Spohr.

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