Cade aprova venda de controle da CBA para Chalco e Rio Tinto; entenda negociação

Conclusão do negócio depende de aval de órgãos antitruste da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai, e também necessita de permissões da Aneel, da CCEE e de reguladores chineses

11 mar 2026 - 08h58
(atualizado às 09h36)

Brasília - A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, de forma incondicional, a venda pela Votorantim do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e a Rio Tinto. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Além do Cade, o negócio depende do aval de autoridades antitruste da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai, além de autorizações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e de órgãos chineses.

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Entenda a negociação

Como mostrou a Broadcast, o negócio consiste na venda de 446.606.615 ações, equivalentes a 68,596% do capital social total e votante da empresa. A operação foi fechada pelo preço base de R$ 10,50 por papel, totalizando R$ 4.689.369.457,50, a serem pagos integralmente em moeda nacional.

Fachada da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
Fachada da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
Foto: Divulgação/CBA / Estadão

Pelo contrato, o valor será ajustado pelo CDI entre a assinatura e o fechamento da operação, e poderá ser reduzido caso a CBA declare ou pague dividendos, juros sobre capital próprio, distribua lucros ou realize recompra, resgate de ações ou reduções de capital em favor da Votorantim no período de 30 de junho de 2025 até a véspera da conclusão da transação.

A Chalco é a principal subsidiária operacional da Aluminum Corporation of China (Chinalco) e figura entre os maiores grupos integrados de alumínio do mundo, com presença em mais de 50 países e atuação que cobre toda a cadeia do metal, da mineração à geração de energia.

Já a Rio Tinto, com mais de 150 anos de história, mantém operações em 35 países e liderança na produção de minério de ferro, cobre, alumínio e minerais críticos, registrando em 2024 a fabricação de 58 milhões de toneladas de bauxita e 3,5 milhões de toneladas de alumínio. Ambas exercem papel relevante no fornecimento de matérias-primas essenciais para a economia global e para a transição energética.

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