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BYD avança na nacionalização e se prepara para dobrar capacidade no Brasil

23 out 2026 - 07h24
(atualizado às 07h47)
Resumo
A BYD solicitou licenças para dobrar a capacidade anual de sua fábrica em Camaçari para 600 mil veículos, impulsionada por uma demanda que supera a oferta. Com investimentos acima de R$ 5,5 bilhões, a montadora chinesa prevê ultrapassar 50% de nacionalização de peças até 2027, habilitando exportações para a América Latina. O plano sustenta a meta da companhia de liderar as vendas no Brasil até 2030.

A fabricante chinesa de carros ‌elétricos BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira para 600.000 veículos, ao mesmo tempo em que entra na fase final de obras e testes de seus galpões de estamparia, soldagem e pintura, disse à Reuters o ⁠principal executivo da empresa no país.

A unidade da BYD no Brasil deve ‌iniciar 2027 ultrapassando o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes, o que atenderá às exigências regulatórias e ajudará a empresa ‌a iniciar as exportações regionais, afirmou o ‌vice-presidente sênior Alexandre Baldy em entrevista.

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A empresa enfrentou reclamações de ⁠grupos da indústria local de que dependia muito de importações e de tarifas temporariamente baixas.

"A gente trabalha para inaugurar 2027 já ultrapassando essa posição e termos essas etapas em operação para sermos considerados um fabricante local", disse Baldy.

A BYD tem como meta se tornar a maior montadora ‌do Brasil em volume de vendas até 2030 e já vê a ‌demanda superar sua capacidade ⁠atual de produção, ⁠disse Baldy.

Embora a BYD esteja acelerando suas operações e planeje atingir uma produção mensal ⁠de 25.000 veículos até o ‌final de 2026, a tendência ‌é de que a demanda continue superando a oferta.

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"Nossa demanda tem ficado em uma média de cerca de 30.000 carros por mês, o que significa que estamos deixando de faturar cerca de ⁠5.000 a 6.000 vendas adicionais", disse Baldy.

O investimento na nova fábrica da empresa no Brasil já ultrapassou os R$5,5 bilhões e as vendas faturadas da unidade brasileira atingirão esta semana a marca de 200.000 carros no acumulado de 2026, afirmou ‌Baldy.

Em setembro, a empresa teve um total de 22.209 veículos emplacados no Brasil, o equivalente a uma fatia de mercado de 8,5%, segundo ⁠dados da empresa.

A BYD já é líder de mercado no Uruguai e suas vendas ocupam posições de destaque na Colômbia e na Argentina, disse o executivo.

A montadora no Brasil também recebeu pedidos de 50.000 unidades do México e da Argentina cada, e estará apta a atendê-los a partir do ano que vem graças ao aumento do índice de componentes locais.

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A BYD inaugurou sua fábrica em Camaçari, Bahia, em 9 de outubro de 2025, em um complexo industrial que pertenceu à Ford Motor Co.

A fábrica emprega atualmente cerca de 9.000 pessoas e espera expandir sua força de trabalho para cerca de 10.000 trabalhadores até o final deste ano.

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