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Bradesco e XP pioram significativamente projeções para inflação e atividade econômica em 2027

6 nov 2026 - 12h09
Resumo
Bradesco e XP revisaram para baixo suas projeções econômicas, prevendo inflação em alta e quase estagnação em 2027. O Bradesco cortou a estimativa do PIB daquele ano para 0,4% e elevou a inflação a 5,3%, enquanto a XP reduziu o PIB para 0,3% e subiu a inflação para 5,5%. A piora reflete incertezas fiscais após a reeleição de Lula, condições financeiras restritivas, crédito desacelerado, câmbio depreciado e reformas em andamento, alinhando-se ao recente pessimismo divulgado pelo Itaú.

O Bradesco e a XP ‌revisaram fortemente suas projeções econômicas, passando a prever uma inflação bem mais alta e uma atividade praticamente estagnada em 2027, conforme relatórios publicados nesta sexta-feira.

A piora nas apostas vem após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não anunciou ⁠qual será a equipe econômica e a política fiscal do seu ‌quarto mandato, adicionando incerteza a um mercado que já caiu fortemente com a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pregava ‌um ajuste mais intenso nas contas públicas.

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O ‌Bradesco revisou em relatório a previsão de crescimento do ⁠Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 1,7% para 1,5%, cortando a estimativa para 2027 de 1,0% para 0,4%.

Para a inflação, o banco projeta uma alta de 5,5% neste ano, contra 4,9% antes, e de 5,3% em 2027, bem acima dos 4,1% estimados anteriormente.

"A ‌combinação de condições financeiras mais restritivas, menor confiança e desaceleração do ‌crédito deve aprofundar a ⁠perda de ⁠fôlego da economia ao longo dos próximos trimestres", disse o Bradesco.

O banco citou ⁠um cenário substancialmente mais desafiador ‌para a inflação diante ‌de choques de oferta, desvalorização do real, redução da jornada de trabalho no país e implementação da reforma tributária, apontando também que o cenário incorpora as despesas públicas já comprometidas ⁠e anunciadas durante a campanha eleitoral de Lula.

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"O arcabouço fiscal precisa ser reforçado para ancorar as expectativas", ressaltou.

A XP, por sua vez, reduziu as projeções para o PIB em 2026 de 1,7% para 1,5% e, para ‌o ano que vem, de 1,0% para 0,3% "devido ao aperto adicional das condições financeiras, elevado endividamento das empresas e famílias, menor ⁠impulso fiscal e baixa contribuição dos setores menos sensíveis ao ciclo".

A instituição financeira ainda revisou as previsões para a inflação de 5,1% para 5,2% neste ano e de 4,4% para 5,5% em 2027.

"A revisão incorpora parcialmente a materialização de riscos ligados à mudança na jornada de trabalho, persistência do petróleo em níveis altos, câmbio mais depreciado e implementação da reforma tributária", afirmou a XP.

Na semana passada, o Itaú já havia piorado suas previsões, apostando em um crescimento do PIB de 0,5% no próximo ano (contra 1,2% antes) e em uma inflação de 6,1% em 2027 (4,6% antes).

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