O Banco Central elevou sua projeção de expansão do crédito total para 9,1% em 2026, prevendo avanço de 8,8% em 2027, segundo o Relatório de Política Monetária. O ajuste reflete o aumento na estimativa para empresas, de 7,8% para 8,2%, enquanto a previsão para famílias caiu levemente para 9,7%. O crédito direcionado impulsionou a revisão ao passar de 10,7% para 11,7%, compensando a desaceleração do crédito livre para 7,2%. Em 2027, o crédito livre deve subir 7,8% e o direcionado, 10%.
O Banco Central prevê um crescimento do crédito no país de 9,1% este ano, ante estimativa de 9,0% feita em junho, conforme dados do seu Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, prevendo um ritmo de alta de 8,8% em 2027.
Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 9,7% em 2026, contra expectativa anterior de 9,8%. Para as empresas, a alta foi calculada em 8,2%, contra 7,8% previstos em junho.
Para 2027, a expectativa da autarquia é que o crédito a pessoas físicas cresça 9,4%, enquanto as empresas devem registrar alta de 7,7%.
Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 7,2% em 2026 (+7,8% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 11,7% (+10,7% antes).
Em 2027, a autoridade monetária vê uma alta de 7,8% no crédito livre e de 10,0% no crédito direcionado.