Oferecimento

Ação da Tenda despenca após lucro abaixo do esperado no 3º tri

5 nov 2026 - 11h14
Resumo
As ações da Tenda despencaram 11% após a construtora reportar lucro líquido de R$ 57,3 milhões no terceiro trimestre, queda anual de 48,7% e bem abaixo das expectativas do mercado. O desempenho negativo foi puxado pela compressão da margem bruta e pela inadimplência das famílias. Apesar do avanço de 10,5% na receita líquida, que somou R$ 1,25 bilhão, analistas consideram desafiadoras as metas da empresa para 2026, enquanto a gestão aposta na recuperação de margens e na desalavancagem futura.

As ações da Tenda sofriam forte ‌queda na abertura do pregão desta quinta-feira, após a construtora divulgar na véspera resultado aquém das expectativas dos analistas.

Às 11h05, os papéis da Tenda recuavam cerca de 11%, a R$17,53, caindo para o patamar observado em maio de 2025. As ações acumulam desvalorização ⁠de cerca de 27% desde o começo do ano.

Publicidade

O grupo ‌registrou lucro líquido de R$57,3 milhões no terceiro trimestre, refletindo uma queda de 48,7% ano a ano e ficando abaixo das ‌estimativas dos analistas, que esperavam lucro ‌de R$136 milhões, conforme balanço publicado na quarta-feira.

A companhia, ⁠que atua mais concentrada no segmento econômico por meio do programa governamental Minha Casa Minha Vida, disse que o desempenho foi marcado pelo que a empresa chamou de crescimento mais moderado diante de fatores que incluem inadimplência das famílias.

A receita líquida somou R$1,25 ‌bilhão, 10,5% maior que um ano antes, praticamente em linha com ‌o R$1,27 bilhão ⁠esperado por analistas ⁠em média.

O grupo acrescentou que espera um resultado líquido consolidado para 2026 ⁠entre R$600,0 milhões e R$660,0 ‌milhões.

Publicidade

Segundo analistas da XP, ‌o lucro líquido foi impactado pela compressão da margem bruta ajustada, que recuou para 32,5% e ficou 3,3 pontos percentuais abaixo do esperado.

De acordo com Ygor Altero e equipe da ⁠XP, o guidance mantido de lucro líquido para 2026 é considerado "desafiador" apesar de parte da pressão dever se dissipar com os descontos legados do Rio de Janeiro e os distratos relacionados à greve.

Analistas do Citi destacaram ‌que a margem bruta foi comprometida pela redução nos preços e ajustes monetários; a ausência das economias nos custos de construção ⁠do 2º trimestre e transferências de contratos antigos, cancelamentos e efeitos de contas duvidosas.

"Restaurar as margens sem pressionar ainda mais a velocidade de vendas é agora a questão-chave para as perspectivas de lucros", acrescentaram.

Em apresentação dos resultados do trimestre a analistas, o diretor financeiro da Tenda, Luiz Garcia, informou que o grupo deve ter patamar de margem nos níveis atuais entre 35% e 36% daqui para frente.

Publicidade

O executivo também destacou que a Tenda deve continuar ampliando a geração de caixa a partir do quarto trimestre e em 2027 e buscará reduzir a alavancagem.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se