Escalar Anitta como conselheira para o ‘Estrelas da Casa’ foi um dos maiores acertos da Globo em 2026.
Ela entrega o que nem havia prometido. As broncas e ironias da cantora nos participantes da competição e na produção viraram a melhor parte do programa.
Anitta rompe o politicamente correto, injeta humor sarcástico, ‘habla’ verdades incômodas e subverte a imagem careta da Globo.
Ela baixa a bola dos cantores com ego inflado e, ao mesmo tempo, estimula que aproveitem a grande oportunidade na TV para sobreviver no mercado musical e na mídia após o fim da competição.
Para a Globo, o bônus é valioso.
Anitta faz o ‘Estrelas’ e a emissora serem notados em um território onde a TV quase não tem vez: o TikTok.
Os cortes com a cantora fazem sucesso no app de vídeos curtos. Geram engajamento com o público jovem de que a televisão tanto precisa para sobreviver.
A direção do canal precisa agir rápido.
Anitta não deveria sumir da programação após o término do reality show musical, como deixaram acontecer com Ana Paula Renault depois do ‘BBB27’.
Ela merece um quadro ou até um projeto maior.
A TV aberta carece de apresentadores com atitude, sem medo de expor o que pensam e capazes de estabelecer uma comunicação mais orgânica com diferentes perfis de público.
Há um cansaço com artistas repetitivos que se escondem atrás de uma falsa imagem perfeita por ter medo dos haters e da cultura do cancelamento.
Anitta mostra a importância da independência e da coragem para dizer na televisão aquilo que os telespectadores pensam e querem ouvir.
Para isso, a cantora trabalha justamente com a matéria-prima que a Globo pouco usa em sua programação: o humor. É o caminho mais eficiente para a velha TV agradar às redes sociais.