O repórter Emerson Ferreira despediu-se da TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás. Ele decidiu colocar um ponto final na trajetória na comunicação.
“Me despeço da televisão e do jornalismo, profissão que me acolheu, me transformou e me ensinou”, disse.
“Foram anos acordando cedinho, plantões, ao vivos, desafios e aprendizados que levarei para sempre.”
No início do ano, Emerson concluiu a graduação em Engenharia Elétrica, profissão que assume a partir de agora.
Sua formação em Jornalismo foi no Politécnico de Lisboa, em Portugal, onde morou por cinco anos.
Deixou de ser raro ver um repórter de TV mudar de área em busca de mais qualidade de vida ou melhor remuneração.
Gabriel Sena demitiu-se da Globo após 17 anos para se dedicar a uma fábrica de brownies.
Na mesma emissora por dez anos, Danilo Girundi foi trabalhar na equipe de comunicação e marketing de uma grande empresa.
Marcelo Poli também deu adeus à Globo. Preferiu uma vida mais estável gerenciando o conteúdo de um banco privado.
Há dezenas de outros exemplos.
O sonho de trabalhar no telejornalismo, às vezes, esbarra na realidade de uma profissão marcada por pressão constante, jornadas imprevisíveis e salários que nem sempre acompanham a exposição e a responsabilidade.
Para muitos profissionais, a paixão pela notícia continua existindo, mas já não basta para sustentar uma vida equilibrada.