A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery superou seu último entrave legal após a aprovação de um juiz dos EUA, podendo ser concluída já na próxima semana. Avaliada em US$ 111 bilhões, a transação será financiada por patrimônio e por uma oferta de títulos de US$ 44 bilhões da Paramount. A reestruturação de comando inclui a saída de Cindy Holland, a provável liderança de Casey Bloys no streaming conjunto e a nomeação de Ynon Kreiz, ex-CEO da Mattel, como co-CEO da Paramount ao lado de David Ellison.
A aguardada fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery (WBD) pode finalmente se concretizar sobre bases legais.
Um juiz federal dos Estados Unidos aprovou o acordo de 21 de setembro entre a Paramount e um grupo de procuradores-gerais estaduais que processavam para bloquear a fusão.
A decisão removeu o último obstáculo para o fechamento do negócio.
Conclusão pode vir na próxima semana
Antes do acordo ser aprovado, o CEO da Paramount, David Ellison, havia dito que levaria cerca de duas semanas para formalizar a união entre as empresas, o que significa que a fusão pode acontecer já a partir da próxima semana.
A chamada taxa de pagamento aos acionistas da WBD, caso o acordo não seja fechado, é de US$ 7 milhões por dia a partir desta quinta-feira (1º).
Bilhões em recursos para fechar o negócio
Com o negócio perto da conclusão, a Paramount começou nesta semana a comercializar uma oferta de títulos de US$ 44 bilhões.
Os recursos da venda por dívida vão financiar a aquisição de US$ 111 bilhões, somados ao financiamento por patrimônio.
Mudanças de comando
Outro sinal do que deve ser a nova empresa é a saída de Cindy Holland, presidente de D2C da Paramount.
A expectativa é que Casey Bloys, presidente-CEO da HBO e HBO Max Content, assuma o comando do futuro streaming combinado.
Também nesta quarta (30), o presidente e CEO da Mattel, Ynon Kreiz, anunciou sua renúncia e, pouco depois do sinal verde do juiz, foi anunciado como novo coCEO da Paramount, ao lado de David Ellison.