No fim, após tantos erros da direção, o público fez o certo em ‘Casa do Patrão’.
Votou para dar a vitória a quem mais merecia, a capitã da PM da Bahia Sheila, de 52 anos.
É a nova milionária do país. O bom dinheiro (R$ 1,1 milhão) compensa a limitada fama e o baixo número de seguidores proporcionados pelo programa.
Talvez ela seja a única desta primeira temporada a ter chance de não desaparecer na mídia.
Aliás, já anunciou a vontade de participar de outra atração do gênero.
A Record deveria oferecer essa chance, até para promover desde já uma possível 2ª edição do reality de Boninho em 2027.
Mais velha do elenco, a ‘patroa’ Sheila entregou algum entretenimento e não teve medo de jogar.
Sofreu chacota por sua idade e o uso de perucas. Teve crises de ansiedade.
Sua trajetória e seu triunfo lembram o de outras mulheres negras que se tornaram campeãs de reality shows populares.
Entre elas, a babá Cida no ‘BBB4’, a universitária Gleici Damasceno no ‘BBB18’, a médica Thelminha Assis no ‘BBB20’, a influenciadora Jojo Todynho em ‘A Fazenda 12’.
E também a ex-Globeleza Nayara Justino no ‘Power Couple Brasil 2’, a cozinheira Michele Crispim no ‘MasterChef Brasil 4’ e a cantora Thainá Gonçalves no ‘Estrela da Casa 2’.
Parecem muitas, mas as competidoras negras são sempre minoria.
Por isso, essas vitórias possuem uma importância gigantesca na luta contra o racismo.
Premiam os 28% de pretas e pardas da população do Brasil. Cerca de 57 milhões de cidadãs.
Na verdade, representam todas as brasileiras, independentemente de raça e etnia.
O clichê se aplica: quando uma mulher vence, todas vencem.