Primeiro, ela foi vista como uma jogadora fraca, birrenta e chorona. Depois, uma garota espirituosa e engraçada. Mais adiante, como a pipoca mais destemida de todos os tempos. No momento, Milena tem sido interpretada como arrogante e ingrata.
Alguns comportamentos — como a flatulência na cara de Jonas, tirar Ana Paula do 2º lugar de seu pódio, o chilique com a saída de Samira e pegar o lugar de Jordana na hora da refeição — provocaram decepção no público das redes sociais.
Parece bobagem, mas em um reality show, as pequenas atitudes ganham enorme repercussão fora da casa e podem determinar o rumo de um competidor.
Milena parece irritada, cansada, sem vontade de jogar. Perdeu parte do carisma. Também conta contra ela a maneira ríspida como passou a tratar Ana Paula. Formavam a melhor dupla da edição. Agora, parecem duas estranhas.
Se antes a ‘tia’ conquistava pela espontaneidade e coragem de se posicionar, passou a dar sinais de agir no automático, como se estivesse reagindo ao jogo em vez de conduzi-lo.
E isso é perigoso em uma fase decisiva. Quem deixa de protagonizar passa a ser facilmente descartável.
Outro ponto delicado é a percepção de ingratidão. Ao romper, ainda que sutilmente, com Ana Paula, que foi sua principal aliada, Milena mexeu com um valor muito caro ao público: a lealdade.
Em um jogo individual, alianças são estratégicas, mas também emocionais para quem assiste. Quando uma parceria forte se quebra sem justificativa convincente, a narrativa se volta contra quem parece ter “abandonado” primeiro.
O público não analisa cada episódio isoladamente, constrói uma imagem geral. E, nesta fase final do ‘BBB26’, a soma das ações de Milena pesa mais negativamente do que positivamente.
Há uma chance relevante de ela ficar fora do Top 3 devido ao ranço que gerou em parte numerosa da audiência da internet. A mesma que a defendeu na maioria das vezes em que esteve ameaçada.