O cancelamento do ‘Sincerão’ na segunda-feira (30) causou estranhamento e suscitou uma teoria: teria sido uma manobra da Globo para poupar Solange Couto?
Ela seria, certamente, o alvo de vários colegas de reality show, inclusive de Ana Paula Renault, com quem havia tido mais um desentendimento no fim de semana.
Quis o destino que no lugar da lavação de roupa suja acontecesse a dinâmica do patrocinador que a premiou com um apartamento.
Sorte de pré-eliminada?
Chamou a atenção também o destaque para as declarações de arrependimento da atriz. Da noite para o dia, ela admitiu ter feito ofensas pesadas. Tentou colocar a culpa na pressão do confinamento.
Como disse à coluna o colega de Terra Glauco Lopes, todas essas situações somadas pareceram uma operação de “contenção de dados” à imagem de Solange, vista como a grande vilã desta edição.
Fica a impressão de que a Globo se esforçou para que o ‘BBB’ não criasse uma nova Karol Conká, sempre lembrada como o pior caso de cancelamento da história do programa.
O massacre sofrido pela cantora ao deixar a 21ª edição provocou profundas dores emocionais e a interrupção de sua carreira.
Houve, sem dúvida, um exagero da parte do público nas redes sociais e de uma parcela da imprensa — e, talvez, um acolhimento insuficiente da Globo.
Passado um tempo, a sociedade foi obrigada a repensar essa cultura do linchamento virtual, que hoje acontece com bem menos intensidade.
Solange Couto está com quase 70 anos, tem histórico de trabalhos de sucesso na emissora e entrou no ‘BBB26’ com o status de Camarote.
Compreende-se o canal, supostamente, tentar protegê-la para que não viva um trauma parecido com o de Conká.
Mas nenhuma manobra, por maior que seja, vai impedir a artista de constatar a decepção e a raiva que provocou em milhões de telespectadores por meio de uma série de falas odiosas.
Ainda que menor, ela terá um preço a pagar.