O apresentador do podcast Inteligência Ltda, Rogério Vilela, afirmou no ar que Mayk Leão, alçado à fama por supostamente ter filmado uma nave extraterrestre em seu sítio, pediu cachê para dar entrevista. O programa negou.
Imediatamente, a internet se dividiu entre quem defende o direito de cobrar e aqueles que são contra o pagamento.
No jornalismo profissional, a regra é nunca negociar dinheiro em troca de entrevista. Mas sabe-se que a busca por exclusividade já fez alguns programas abrirem o cofre.
No caso da presença de Mayk Leão em produtos digitais, o argumento favorável ao cachê é compreensível: podcasts e canais de YouTube monetizam entrevistas por meio de publicidade, patrocínios e visualizações.
Muitas vezes, um convidado polêmico ou muito popular é justamente o responsável por atrair a audiência que gera lucro ao conteúdo.
Nesse raciocínio, seria justo que o entrevistado participasse dos ganhos. E, em nome da transparência e do respeito ao público, essa negociação deveria ser revelada.
Já os críticos da prática enxergam riscos significativos. O principal deles envolve a credibilidade. A remuneração pode criar incentivos para exageros, distorções ou até invenções.
Se alguém recebe dinheiro para contar uma história, o público pode questionar se o relato é verdadeiro ou foi moldado para se tornar mais atraente e ‘vendável’.
Trata-se de um dilema, assim como acreditar ou não no relato de OVNI feito por Mayk Leão.
(O espaço da coluna está aberto aos citados.)