A ideia de que a aposentadoria feliz está ligada a uma agenda cheia não faz sentido quando olhamos para o que diz a psicologia. Estudos na área do comportamento apontam justamente o contrário: os aposentados mais satisfeitos não são somente ocupados, são aqueles que conseguem decidir, de forma consciente, como querem viver o próprio tempo.
Um exemplo que costuma chamar atenção é o do ator José Mayer. O galã que marcou geração com suas novelas na Globo chegou aos 76 anos com uma vida reclusa em um sítio na região serrana de Itaipava, ao lado da esposa, Vera Fajardo.
Afastado das novelas desde 'A Lei do Amor', em 2016, o artista parece ter encontrado um ritmo mais tranquilo e alinhado com o que deseja para essa fase da vida.
Embora enfrente uma doença autoimune, Mayer demonstra bem-estar e serenidade, compartilhando eventualmente vídeos de trabalhos antigos nas redes sociais.
Recentemente, inclusive, ele chegou a ser convidado por Aguinaldo Silva para participar da novela 'Três Graças', mas optou por recusar, uma decisão que reforça essa autonomia sobre o próprio tempo.
Esse tipo de escolha dialoga diretamente com o que especialistas defendem. Muitas pessoas chegam à aposentadoria exaustas, após décadas de trabalho intenso, e sentem a necessidade de 'aproveitar tudo' o tempo inteiro.
No entanto, essa busca por ocupação constante pode gerar um vazio difícil de explicar. A razão está no fato de que fazer algo apenas por hábito ou obrigação não traz o mesmo impacto emocional que r...
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