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O segredo para 'não ficar com raiva ou ofendido': segundo a Psicologia e o Estoicismo, é preciso aprender a não ter sempre uma opinião

Cansado de se estressar com debates nas redes sociais e notícias polarizadas? No cotidiano moderno, parece obrigatório ter uma opinião imediata sobre absolutamente tudo.

9 out 2026 - 18h32
Resumo
Para evitar a raiva e o estresse gerados pelo excesso de notícias e redes sociais, a psicologia e filosofias como o estoicismo recomendam aprender a não ter uma opinião sobre tudo. O incômodo não decorre dos fatos em si, mas da forma rápida e automática com que os julgamos. Abrir mão da compulsão por opinar constantemente e suspender julgamentos imediatos é fundamental para manter a mente calma e preservar a saúde emocional em tempos de sobrecarga de informações.
O segredo para ‘não ficar com raiva ou ofendido’, segundo uma psicóloga, é aprender a não ter sempre uma opinião.
O segredo para ‘não ficar com raiva ou ofendido’, segundo uma psicóloga, é aprender a não ter sempre uma opinião.
Foto: Reprodução/TV Globo / Purepeople

Muitas vezes, especialmente, em períodos eleitorais, nos vemos incomodados ou estressados por determinadas notícias. E qual é a melhor forma de evitar raiva e ofensas constantes?

Segundo Laia Milanesi, psicóloga clínica licenciada e especialista em saúde mental, trata-se de aprender a não ter sempre uma opinião. Não dá para negar que essa afirmação é bastante intrigante, especialmente, quando consideramos nossa aparente compulsão de ter uma opinião sobre absolutamente tudo.

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Essa mania deve-se muito ao fato de nunca ter sido tão fácil emitir um julgamento como agora. "280 caracteres são suficientes para comentar o assunto do momento. Mensagens curtas que incentivam opiniões imediatas sem a necessidade de qualquer conhecimento prévio sobre o tema", afirmou a psicóloga Marta Mozas Alonso em entrevista à revista Ethic sobre o uso das redes sociais, especialmente o X (antigo Twitter). 

Filosofia estoicista dialoga com a mesma ideia

A proposta de Milanesi pode soar impossível para muitos, mas o Estoicismo e o Budismo concordam com essa premissa. Ambos afirmam que grande parte do nosso desconforto não provém do que acontece, mas sim de como o interpretamos.

Essa interpretação surge muitas vezes das nossas opiniões, que parecem emergir automaticamente. O filósofo Epiteto disse em seu manual "Enquirídio" que "não são as coisas que nos perturbam, mas sim as nossas opiniões sobre elas". Quando aprendemos a não julgar imediatamente, mantemos a mente calma.

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Como disse Marco Aurélio em seu livro...

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