Travis Scott revela detalhes do sucessor de 'Utopia': 'Estou me pressionando a fazer algo que ainda não fiz'

Em entrevista, rapper diz que o novo álbum é influenciado pela turnê 'Circus Maximus' e que quer criar músicas que cheguem até quem está no fundo do estádio

29 jul 2026 - 09h01

Travis Scott deu as primeiras pistas sobre o sucessor de Utopia (2023) em uma entrevista à Variety, publicada na última quarta, 22. O rapper contou que o novo projeto está em estágio avançado de desenvolvimento — e que tem carregado as faixas em um iPod, aparelho que chegou a aparecer preso à calça durante uma partida da Copa do Mundo. "Estou trabalhando em um álbum agora, e isso está incrível. Estou sempre me pressionando a levar o som adiante e tentar fazer algo que ainda não fiz", afirmou.

Travis Scott
Travis Scott
Foto: Barry Brecheisen/Getty Images / Rolling Stone Brasil

A principal influência do novo trabalho vem de dentro dos próprios shows. A turnê Circus Maximus, que levou Scott a estádios ao redor do mundo, tem moldado diretamente o que está sendo criado. O desafio que ele se impõe é específico: fazer música que funcione do mesmo jeito para quem está na primeira fila e para quem está no fundo do estádio. "Preciso reforçar a tentativa de criar algo que alcance a pessoa que está lá no fundo. Como faço para chegar até ela da mesma maneira que chego à pessoa que está ao meu lado?", disse.

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Para alimentar o processo criativo, Scott revelou uma lista de referências variada e reveladora: Parliament, Oasis, Van Halen, Don Toliver, Raphael Saadiq e Daft Punk. A combinação — que vai do funk psicodélico dos anos 1970 ao britpop dos anos 1990, passando pelo hard rock e pela música eletrônica francesa — sugere um disco de ambições sonoras amplas, longe de qualquer fórmula previsível.

Scott também comentou sua visão para o futuro do entretenimento ao vivo, que influencia diretamente o que pretende criar musicalmente. "Utopia era para ser uma peça de teatro. Quero tentar trazer de volta experiências verdadeiras antes que tentem destruir tudo e digitalizar tudo", disse. O rapper defende o show ao vivo como uma experiência insubstituível, e quer que o novo álbum reflita essa convicção, elevando a dimensão teatral das apresentações a um nível ainda não explorado.

O novo álbum chega em um momento de expansão criativa para Scott, que, além da música, estreou como ator em A Odisseia, de Christopher Nolan, e assinou um acordo com a Paramount Pictures pela Cactus Jack. Sem data de lançamento confirmada, o projeto segue em desenvolvimento, mas as pistas deixadas já são suficientes para antecipar um disco que o rapper quer que seja, acima de tudo, uma declaração sonora.

Rolling Stone Brasil
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