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Suspeita de atirar contra Rihanna é indiciada por júri e se declara inocente de acusações agravadas

Ivanna Ortiz compareceu ao tribunal e se declarou inocente das novas acusações após ser considerada mentalmente apta a enfrentar julgamento

2 out 2026 - 08h52
Resumo
Ivanna Ortiz declarou-se inocente de 14 acusações formais, incluindo tentativa de homicídio e agressão com arma de assalto, após atirar contra a residência de Rihanna em Los Angeles, onde a cantora e sua família estavam presentes. Considerada apta para julgamento após avaliação de saúde mental, a acusada, que tinha a artista como alvo específico, segue presa sob fiança de US$ 2,65 milhões. Caso seja condenada por todas as acusações, Ortiz poderá enfrentar uma sentença de prisão perpétua.

A mulher acusada de tentar matar Rihanna ao abrir fogo contra a propriedade fechada da cantora em Los Angeles, em março, enquanto a superestrela, seu companheiro A$AP Rocky, os três filhos do casal e a mãe dela estavam em casa, agora enfrenta acusações agravadas reveladas em uma nova denúncia formal tornada pública na quarta.

Foto: Dimitrios Kambouris/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Ivanna Ortiz compareceu ao tribunal e se declarou inocente das 14 acusações da nova denúncia, divulgada um dia depois de ela ser considerada apta a enfrentar julgamento. O documento mantém a acusação anterior de tentativa de homicídio contra Rihanna e três acusações criminais por disparar contra uma residência ou veículo recreativo ocupado. Também agrava 10 acusações de agressão apresentadas anteriormente, desta vez alegando que Ortiz usou uma arma de assalto. Antes, ela havia sido acusada, nesses mesmos casos, de agressão com arma de fogo semiautomática.

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Uma lista de testemunhas anexada à denúncia mostrou que Rihanna depôs perante o júri enquanto o processo ainda corria em sigilo, assim como sua mãe, Monica Patricia Fenty. Entre as demais testemunhas estavam Tracey Renee Jacobs, agente de talentos de Hollywood que, segundo relatos, estava na propriedade naquele dia; uma pessoa da vizinhança que ouviu os tiros; e quem passeava com o cachorro dessa pessoa e teria visto um veículo branco deixando o local, segundo documentos judiciais. A denúncia foi apresentada em 18 de junho, o que significa que permaneceu sob sigilo por mais de três meses, enquanto Ortiz passava por uma avaliação de competência no tribunal de saúde mental.

Um relatório policial obtido anteriormente pela Rolling Stone afirma que Ortiz disparou tiros que atravessaram uma parede externa do quarto das crianças e o para-brisa de um veículo recreativo Airstream estacionado na entrada da casa. Segundo o documento, Rihanna estava dentro do Airstream com A$AP Rocky, cujo nome legal é Rakim Mayers, quando ouviu "aproximadamente 10 sons altos, como se algo batesse em metal". Ela abriu as cortinas e "viu buracos de bala no para-brisa, diretamente à frente de onde estava em pé", diz o relatório.

Rihanna "puxou Rakim da cama, disse que estavam atirando contra eles e empurrou os dois para o chão", segundo o relatório. Em seguida, o casal correu para a garagem e agiu rapidamente para proteger os filhos e a equipe, afirmou a polícia.

Questionado após a audiência sobre a possibilidade de a promotoria apresentar acusações de tentativa de homicídio envolvendo Mayers ou outros familiares, o promotor adjunto Alexander Bott afirmou que Ortiz tinha um único alvo.

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"Esta é uma pessoa que queria matar Rihanna, e todos os outros eram danos colaterais", disse Bott. Ele acrescentou que as acusações relacionadas às armas foram agravadas após um especialista examinar a arma apreendida no caso.

Ortiz, de 36 anos, deve voltar ao tribunal em 29 de outubro para uma audiência preliminar. Na quarta, ela foi reconduzida à prisão, com fiança fixada em US$ 2,65 milhões. Se for condenada por todas as acusações, poderá receber pena de até prisão perpétua em uma unidade estadual.

Testemunhas do ataque a tiros de 8 de março relataram ter visto um Tesla Model 3 branco, com placa provisória de papel, deixando o local. Um helicóptero da polícia localizou rapidamente o veículo, o que levou à prisão de Ortiz. Mais tarde, investigadores encontraram seis marcas de bala no portão de veículos da casa de Rihanna e uma sétima em um portão de pedestres, segundo documentos judiciais obtidos pela Rolling Stone. Dentro da propriedade, a polícia encontrou três marcas de bala em uma cerca de madeira encoberta por sebes altas.

Antes do ataque, Ortiz publicou mensagens desconexas nas redes sociais, dirigindo-se a Rihanna e marcando diretamente a cantora. "Escute, Rihanna. Quando você morrer, Deus vai me levar ao meu futuro. Você quer me matar. Cala a porra da boca", disse ela em um vídeo no YouTube intitulado "Diário de uma mulher em oração, dia 39", publicado em 4 de janeiro de 2026.

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Ortiz trabalhava como fonoaudióloga licenciada na Califórnia antes do suposto ataque. Em uma petição obtida pela Rolling Stone, uma dirigente do Conselho de Fonoaudiologia e Audiologia do estado pediu ao tribunal que impedisse Ortiz de exercer a profissão enquanto o processo criminal estivesse em andamento, incluindo o período de sentença e eventuais recursos. Outro juiz concedeu o pedido.

"Todas as pessoas merecem se sentir seguras dentro e nos arredores de casa", afirmou na quarta Nathan J. Hochman, promotor distrital do condado de Los Angeles. "Atirar contra uma residência ocupada é um crime grave e violento, além de imprudente e perigoso. Foi pura sorte, e não contenção, que ninguém tenha morrido ou ficado ferido".

Rolling Stone Brasil
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