O Rock the Mountain 2026 abriu seu segundo fim de semana em Itaipava (RJ) destacando a diversidade de gêneros e gerações. A sexta-feira reuniu nomes de peso como Jorge Ben Jor, a britânica M.I.A., Gaby Amarantos e uma forte cena de rap com Dexter, Djonga e L7nnon. Aliando sustentabilidade, público famoso e pluralidade cultural na serra fluminense, o festival segue neste sábado com apresentações muito aguardadas, incluindo Anitta e Leci Brandão.
O Rock the Mountain iniciou nesta sexta-feira (6) o segundo fim de semana de sua edição de 2026, retomando a programação no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Itaipava, na região serrana do Rio de Janeiro. Com uma grade espelhada em relação ao primeiro fim de semana, o festival voltou a apostar na diversidade de gêneros e gerações, reunindo artistas nacionais e internacionais em uma programação que percorre diferentes territórios da música contemporânea.
Entre os principais destaques da noite estiveram Jorge Ben Jor e a britânica M.I.A. O encontro de dois artistas com trajetórias bastante distintas ajudou a representar a proposta do festival, que aproxima referências da música brasileira de sonoridades internacionais e manifestações culturais diversas.
Jorge Ben Jor voltou a ocupar o palco do evento com a força de um repertório que atravessa gerações. Sua obra, construída a partir de elementos do samba, do funk, do soul e da música popular brasileira, permanece como uma das referências fundamentais da música nacional. Já M.I.A levou à programação sua linguagem marcada pela combinação de hip-hop, música eletrônica e influências globais, ampliando o alcance internacional da noite.
A presença feminina também teve papel importante na programação. Gaby Amarantos levou ao festival a mistura de referências amazônicas, tecnobrega e pop que caracteriza seu trabalho. Tássia Reis e Sued Nunes representaram diferentes caminhos da música brasileira contemporânea, enquanto Héloa e Melody acrescentaram outras perspectivas à diversidade de estilos da noite.
A programação ainda contou com Fitti e Major RD, reforçando a presença de artistas de diferentes cenas. No rap, um dos encontros mais representativos aconteceu durante a apresentação de Dexter, que recebeu L7nnon e Djonga. A participação reuniu nomes de diferentes gerações do hip-hop brasileiro e destacou a capacidade do gênero de ocupar espaços cada vez mais amplos nos grandes festivais.
Outro projeto que chamou atenção foi o Jah-Van, que apresenta releituras do repertório de Djavan a partir de referências jamaicanas e caribenhas. A proposta de reinterpretar canções conhecidas por meio de outras tradições musicais dialoga com a identidade plural do Rock the Mountain e sua abertura para experiências que ultrapassam os formatos convencionais de shows.
Celebridades também circularam pelo festival
Além da programação musical, o primeiro dia do segundo fim de semana recebeu personalidades do entretenimento. Sophie Charlotte, Bruna Linzmeyer, Ícaro Silva e Dig Verardi, conhecido por seu trabalho em Malhação, estiveram entre os nomes presentes em Itaipava.
A circulação de artistas e profissionais do audiovisual reforça o caráter cultural do evento, que funciona também como ponto de encontro para diferentes setores do entretenimento. A experiência do festival não se limita aos shows: o público encontra instalações artísticas, opções de gastronomia vegetariana e iniciativas relacionadas à sustentabilidade.
Anitta é destaque da programação de sábado
A programação continua neste sábado (7), com Anitta entre as atrações mais aguardadas. O dia também reúne nomes importantes da música brasileira, como Leci Brandão, Fran, Barão Vermelho, Falamansa, Marcelo D2, Carol Biazin e O Kannalha.
A escolha de artistas de diferentes gêneros mantém uma das características mais interessantes do Rock the Mountain: a possibilidade de reunir públicos e repertórios que nem sempre dividem o mesmo espaço nos circuitos tradicionais de festivais.
Em meio à paisagem da Serra Fluminense, o evento segue apostando na combinação entre música, natureza e experiências culturais. A primeira noite do segundo fim de semana reforçou essa identidade ao colocar lado a lado nomes históricos, artistas internacionais, representantes de novas gerações e diferentes expressões da música brasileira.