Em sua estreia no Rock in Rio, o influenciador Diogo Defante foi o destaque do Palco Supernova com uma apresentação punk de uma hora. Marcado pelo humor, o show começou com uma encenação teatral na qual Defante expulsou do palco o robô humanoide Gepeto antes de cantar a faixa "Humanoides" e um cover de Audioslave. A performance consolidou o retorno do artista à música, projeto retomado em 2023 em paralelo ao sucesso na internet com o objetivo de construir uma base sólida de fãs para suas canções.
Mais conhecido como "repórter doidão" e apresentador do Rango Brabo, Diogo Defante foi a principal atração do Palco Supernova, no Rock in Rio, nesta sexta-feira, 4, primeiro dia do festival. O influenciador, que tem mais de 5 milhões de seguidores e só começou a se dedicar à carreira musical há três anos, fez um show de uma hora repleto de efeitos especiais e com a participação de um robô humanoide.
Chamado Gepeto, o humanoide foi o primeiro a subir ao palco. Ele anunciou que Defante não se apresentaria "por ser humano e inferior às máquinas". Imagens no telão mostravam o artista amordaçado. Pouco depois, Defante se livrou das amarras, expulsou o robô e abriu o show cantando Humanoides, um dos seus maiores sucessos.
"Comprei um humanoide só pra ter em quem mandar", diz a letra. A apresentação misturou rock, punk, pitadas de humor, muita fumaça e bastante interação com o público. O artista também apresentou uma versão de Like a Stone, do Audioslave, arrancando muitos aplausos.
"O rock vai voltar!", gritou por diversas vezes.
Antes do show, Defante contou que o nervosismo diante da apresentação no Rock in Rio era bem maior do que o enfrentado na cobertura da última Copa do Mundo, em que atuou como correspondente da CazéTV por meio do personagem "repórter doidão".
Defante teve uma banda de garagem aos 13 anos, mas acabou enveredando por outro caminho profissional, tornando-se um influenciador bem-sucedido e deixando de lado o projeto musical. Em 2023, no entanto, ele decidiu retomar os planos, apresentando-se pela primeira vez no Circo Voador, no centro do Rio.
"Quero criar um público para a música, uma galera que vá ao show porque gosta do som, que queira saber qual é a próxima música que eu vou lançar", contou recentemente em entrevista à Veja. "Estou traçando esse caminho paralelo que, por um tempo, foi quase um plano B."