A vida na estrada com uma das maiores bandas de heavy metal do mundo guarda mais semelhanças com a rotina das forças armadas do que a maioria das pessoas imagina. Pelo menos é o que afirma Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden.
Em uma entrevista recente ao canal Pad Wives Unfiltered (via Ultimate Classic Rock), em ocasião do Dia das Forças Armadas no Reino Unido, o músico de 67 anos refletiu sobre o impacto de sua carreira na dinâmica familiar. Ele pontuou como esse sacrifício espelha a realidade vivida por militares.
O principal ponto de conexão apontado por Dickinson é o distanciamento da família. Ele relembrou a dificuldade de, estando em constantes turnês, acompanhar de perto o crescimento de seus três filhos — que hoje são adultos.
"Tenho três filhos adultos agora que, felizmente, se tornaram pessoas fantásticas". Mas eu adoraria dizer que tudo isso foi mérito meu — mas, durante metade da vida deles, eu não estava presente, porque estava em turnê."
Bruce acrescentou:
"Uma parte de mim sempre vai lamentar isso. Mas é um preço que se paga... e estamos mais próximos agora do que jamais estivemos. Então, acho que esse seria o meu maior arrependimento: o distanciamento daquilo que a maioria das pessoas considera uma vida normal."
Bruce Dickinson, Iron Maiden e a "vida normal"
No entanto, o vocalista do Maiden ponderou que a idealizada "vida normal" fora dos palcos também traz seus próprios desafios cotidianos. Ele comentou, em tom bem-humorado:
"Levar uma vida normal... não tenho certeza se você fica em melhor situação... porque ela é cheia de incertezas. Pelo menos no exército, se você tem um problema, geralmente há sempre alguém para te dar cobertura."
Relação com o universo militar
A relação de Bruce Dickinson com o universo militar não é nova. Além de ser um piloto de avião experiente e conhecido por comandar o Ed Force One (o Boeing personalizado da banda), ele recebeu o título de capitão de grupo honorário da Royal Air Force (RAF), a força aérea britânica, em 2020.