O roqueiro que respondeu ao pedido de desculpas de Kanye West

Vocalista do Disturbed agradeceu carta pública, mas sugeriu que rapper tome ações concretas

27 jan 2026 - 11h34

David Draiman, vocalista do Disturbed, respondeu publicamente ao pedido de desculpas de Kanye West nesta segunda, 26, após o rapper publicar um anúncio de página inteira no The Wall Street Journal. Na carta, West se desculpou formalmente por comportamento antissemita dos últimos anos, atribuindo suas ações a um episódio maníaco de quatro meses e uma lesão cerebral não diagnosticada. O músico judeu — uma das vozes mais ativas contra o antissemitismo no rock — respondeu com gratidão, mas também com ceticismo.

Foto: Jeff Kravitz/FilmMagic e Jo Hale/Redferns / Rolling Stone Brasil

Draiman publicou uma carta aberta dirigida a West em suas redes sociais agradecendo o gesto público, mas questionando se seria suficiente para reparar os danos causados. "Obrigado por isso. Infelizmente, não desfaz o dano causado — não tenho certeza se algo poderia", escreveu o frontman.

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O vocalista do Disturbed ofereceu duas sugestões concretas para que West demonstre comprometimento genuíno com a mudança. A primeira: participar de eventos de união entre comunidades negra e judaica — "eu vou com você", escreveu Draiman. A segunda sugestão foi direta: deletar a música "Heil Hitler" de seu catálogo, faixa com discursos nazistas lançada independentemente em maio de 2025.

Draiman tem histórico de confrontar figuras públicas sobre antissemitismo e questões relacionadas ao conflito Israel-Palestina. O músico frequentemente busca diálogo com personalidades que expressam visões opostas, tentando promover conversas construtivas sobre temas sensíveis.

O pedido de desculpas de Ye chega em momento estratégico, pouco antes do lançamento de seu 12º álbum de estúdio, Bully, previsto para a próxima sexta, 30, segundo listagem do Spotify. O rapper já havia se desculpado anteriormente por comentários antissemitas e conversou com um rabino, apenas para depois retratar a desculpa, vender camisetas com suásticas e gravar "Heil Hitler".

Rolling Stone Brasil
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