Mike Tyson confirmou ter entregue pessoalmente a Donald Trump uma carta de Diddy pedindo clemência presidencial. Cumprindo pena de 50 meses por violar a Mann Act, o músico buscou a ajuda do ex-boxeador devido à sua antiga amizade com o presidente. Trump confirmou o recebimento do apelo, mas rejeitou a solicitação, afirmando que o relacionamento entre eles havia esfriado. Mantendo-se detido e recorrendo da sentença, Diddy também responde a mais de 70 processos civis nos Estados Unidos.
Desde que foi condenado, em julho de 2025, e começou a cumprir pena de cinquenta meses na prisão federal FCI Fort Dix, em Nova Jersey, Diddy tem buscado uma saída jurídica ou política para sua situação. Uma das iniciativas foi enviar ao presidente Donald Trump uma carta pedindo clemência — entregue pessoalmente por Mike Tyson. O ex-campeão mundial de boxe confirmou o episódio em entrevista ao programa Andy Cohen Live, da SiriusXM. "Ele queria que eu entregasse uma carta ao presidente", contou Tyson. Questionado por Cohen se de fato a entregou, respondeu: "Fiz o que ele me pediu para fazer, sim."
https://www.youtube.com/watch?v=pZl56sxvIAc&source_ve_path=MjM4NTE&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.hotnewhiphop.com%2F
Segundo reportagens anteriores do The U.S. Sun, a entrega teria ocorrido durante uma visita de Tyson a Washington, em novembro do ano passado. Fontes ouvidas pelo veículo afirmaram que um dos assessores mais próximos de Diddy abordou o boxeador discretamente, entregou-lhe um envelope lacrado e só então explicou seu conteúdo: um apelo direto ao presidente por um perdão. Tyson teria ficado desconfortável com a situação, mas levou a carta adiante. Em janeiro de 2026, Trump confirmou ao The New York Times que havia recebido o pedido — e que o recusara. O presidente disse que já havia sido amigo do fundador da Bad Boy Records, mas que a relação esfriou quando ele entrou na política, sugerindo que esse histórico pesaria contra uma eventual clemência.
A relação entre Tyson e Trump é antiga. Ao longo das décadas, o ex-campeão de boxe esteve ao lado do presidente em diversas ocasiões públicas e privadas. A proximidade começou no período em que Tyson era campeão mundial dos pesos-pesados e Trump promovia grandes lutas em Atlantic City. Essa conexão pode explicar por que Diddy escolheu o boxeador como intermediário. Na entrevista, Tyson também deixou claro que continua amigo do músico de rap, mesmo após a condenação: "Sou amigo do Puff", afirmou.
Tyson aproveitou a conversa para questionar a estratégia jurídica adotada contra Diddy. O produtor foi condenado, em julho de 2025, por duas acusações enquadradas na Mann Act, lei federal com mais de 110 anos que proíbe o transporte de pessoas entre estados para fins de prostituição. O júri o absolveu das acusações mais graves — conspiração criminosa e tráfico sexual —, mas as duas condenações restantes resultaram na pena atual. Diddy mantém que é inocente, recorre da sentença e ainda enfrenta mais de 70 processos civis nos Estados Unidos.
Com o pedido de clemência negado e a apelação criminal em andamento, Diddy permanece detido na FCI Fort Dix. Antes do julgamento dos recursos, a previsão de soltura era março de 2028. Tyson cumpriu o que lhe foi pedido; por enquanto, porém, a resposta da Casa Branca foi negativa.