Lançado em 2007 após o fim do Audioslave, "Carry On", segundo álbum solo de Chris Cornell, expandiu os horizontes sonoros do cantor para além do rock pesado. Produzido por Steve Lillywhite, o disco mesclou violões acústicos, soul, blues e rock alternativo, focando na vulnerabilidade e na potência vocal do artista. O trabalho ganhou grande projeção global impulsionado pelo sucesso de "You Know My Name", tema de 007 - Cassino Royale, e por uma marcante releitura dramática de "Billie Jean".
Em junho de 2007, o cantor Chris Cornell dava início a uma nova etapa criativa em sua trajetória com a chegada do álbum Carry On. O segundo registro de estúdio individual do vocalista surgiu logo após o término de seus trabalhos com o Audioslave, banda formada em parceria com os integrantes do Rage Against the Machine.
O fim dessa parceria com o grupo encerrou um período de forte repercussão internacional e abriu caminho para a continuidade de sua proposta como solista, iniciada ainda em 1999 através de Euphoria Morning. Consagrado à frente de gigantes do rock como Soundgarden e Audioslave, o norte-americano buscou no novo projeto uma diversidade de linguagens artísticas distante do peso característico de seus projetos anteriores.
As gravações contaram com o produtor Steve Lillywhite, conhecido por trabalhos junto a nomes como U2 e Dave Matthews Band. Sob essa direção, a sonoridade incorporou violões acústicos, soul, blues e rock alternativo. As composições enfatizaram melodias trabalhadas e a força vocal de Chris Cornell, explorando temas sobre conflitos interpessoais, sentimentos de vulnerabilidade e nuances humanas.
A compilação ganhou grande projeção com a inclusão de You Know My Name, parceria com o compositor David Arnold feita para o filme 007 - Cassino Royale, de 2006, protagonizado por Daniel Craig. A canção levou o alcance do cantor para além do público costumeiro do rock alternativo.
A lista de faixas também apresentou uma versão dramática e introspectiva de Billie Jean, sucesso de Michael Jackson, além de faixas autorais como No Such Thing, Arms Around Your Love, Disappearing Act e She'll Never Be Your Man. O trabalho permanece como um registro da versatilidade estética de Chris Cornell em sua história na música.