A Justiça de Nova York encerrou o processo por difamação movido contra Mariah Carey por seu irmão mais velho, Morgan Carey. A ação contestava passagens da autobiografia da cantora, lançada em 2020. A juíza Leslie A. Stroth concluiu que o autor não comprovou malícia real ou dolo deliberado por parte da artista ao relatar episódios familiares e do passado do irmão. A decisão, favorável à artista, encerra o caso em primeira instância, embora a defesa de Morgan tenha manifestado intenção de recorrer.
A batalha judicial movida contra Mariah Carey por seu irmão mais velho chegou ao fim na Justiça de Nova York, nos Estados Unidos. O tribunal encerrou por completo o processo de difamação decorrente de episódios narrados em The Meaning of Mariah Carey, livro autobiográfico que a artista colocou no mercado em 2020. O caso foi divulgado pela Billboard.
Responsável pelo julgamento, a juíza Leslie A. Stroth considerou que não houve comprovação do princípio legal de malícia real por parte da cantora. Pela legislação estadual vigente, Morgan Carey teria a obrigação de evidenciar que as menções foram publicadas com consciência deliberada de falsidade ou negligência flagrante quanto aos fatos, elemento que não se confirmou no processo.
Ao redigir o veredito, a magistrada sublinhou a fragilidade dos argumentos apresentados: "O Tribunal considera que o Requerente não alegou suficientemente dolo por parte do Réu", declarou Leslie A. Stroth.
A decisão judicial pontuou ainda: "A parte autora alegou que a parte ré estava mais preocupada com a "viabilidade comercial" de seu livro de memórias do que com a verificação da veracidade de suas declarações, e que as fontes da parte ré para tais afirmações são anônimas e/ou inverificáveis.
O embate perante a corte começou em 2021, época em que a publicação alcançou a liderança da lista de mais vendidos do The New York Times. Na ação, o irmão contestava descrições de confrontos físicos no ambiente familiar e supostas conexões suspeitas no mercado fonográfico. Boa parte das contestações acabou descartada em 2022, restando somente menções pontuais a passagens criminais e histórico com substâncias durante os anos 1980.
Em nota sobre o resultado favorável, o representante legal da cantora, John Rosenberg, afirmou: "A Sra. Carey sente-se satisfeita pelo fato de o Tribunal ter reconhecido que seu livro de memórias aborda questões relevantes de interesse público e por ter rejeitado, na íntegra, as alegações de difamação feitas por seu irmão".
O advogado acrescentou que "A Sra.
Do lado oposto, a defesa de Morgan Carey adiantou a intenção de apelar contra a determinação. ".
Apesar da discordância, a sentença encerra a tramitação em primeira instância.