Kanye West teve sua entrada no Reino Unido barrada pelo governo britânico, o que levou ao cancelamento de sua participação como atração principal no Wireless Festival, um dos maiores eventos de música de Londres.
O anúncio do rapper como headliner das três noites do festival, previstas para julho, já havia gerado forte repercussão negativa devido ao seu histórico de declarações e atitudes antissemitas.
De acordo com a BBC News (via FarOut), West solicitou nesta segunda-feira (6) uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA), documento necessário para ingressar no território estrangeiro. No entanto, o Ministério do Interior negou o pedido, alegando que sua presença não seria "propícia ao bem público". Um dia antes, no domingo (5), o governo informou que o direito do artista de entrar no Reino Unido estava sob análise.
Diante da decisão, os organizadores do Wireless Festival anunciaram o cancelamento de toda a edição que aconteceria entre os dias 10 e 12 de julho no Finsbury Park. Além disso, eles informaram que todos os ingressos adquiridos serão reembolsados.
Festival se pronuncia após banimento de Kanye West
Em comunicado oficial, a organização explicou que a revogação da ETA de Kanye West impossibilitou sua entrada no país, tornando inviável a realização do evento. Também foi destacado que, como de costume, diferentes partes interessadas foram consultadas antes da contratação do artista e que, naquele momento, nenhuma objeção havia sido levantada.
Os organizadores ainda reforçaram que repudiam o antissemitismo em todas as suas formas, reconhecendo o impacto real dessas atitudes. Segundo a nota, o próprio Kanye West afirmou recentemente que entende que palavras não são suficientes e manifestou o desejo de abrir um diálogo com a comunidade judaica no Reino Unido.
O rapper, vale lembrar, acumula um longo histórico de comportamentos controversos, incluindo declarações públicas de teor antissemita, como a autodeclaração de simpatia ao nazismo e a comercialização no ano passado de camisetas com suásticas que culminaram no lançamento da música "Heil Hitler" três meses depois.
Em janeiro deste ano, West tentou se retratar por meio de um anúncio publicado no Wall Street Journal. Na ocasião, o artista de 48 anos atribuiu suas atitudes a uma lesão cerebral e ao transtorno bipolar, afirmando que "ama o povo judeu".
E você, foi convencido por aí?
Político conservador defendeu entrada de Kanye West no Reino Unido antes de proibição oficial
O político britânico Nigel Farage, um dos principais representantes do conservadorismo no país, defendeu o direito de Kanye West de entrar no Reino Unido pouco antes do rapper ser oficialmente proibido de ingressar no país.
Ao comentar o caso durante uma coletiva de imprensa, Farage deixou clara sua posição pessoal sobre o artista (via FarOut):
"Eu, pessoalmente, não compraria um ingresso. Não recomendaria que ninguém comprasse um ingresso. Acho que seus comentários são repugnantes, realmente repugnantes. O abismo do antissemitismo e do nazismo puro e simples é repugnante. Mas acho que se começarmos a proibir a entrada de pessoas no país porque não gostamos do que elas dizem, me preocupo com as consequências disso. Se Kier Starmer proibisse a entrada na Grã-Bretanha de pessoas cujas opiniões ele não aprova, quase ninguém teria permissão para entrar. A solução para isso é que o livre mercado resolverá o problema: se os patrocinadores já estão desistindo, o próprio festival está ameaçado, e suspeito que pouquíssimas pessoas comprarão ingressos."
E você, acha que o governo agiu certo nessa história?
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