Músicas de Taylor Swift em vídeos de Trump: o motivo por trás da remoção do conteúdo nas redes

Cancelamentos e Ironias: a tensão entre artista e campanha Política

10 ago 2026 - 15h52
Músicas de Taylor Swift em vídeos de Trump: o motivo por trás da remoção do conteúdo nas redes
Músicas de Taylor Swift em vídeos de Trump: o motivo por trás da remoção do conteúdo nas redes
Foto: The Music Journal

A arena política norte-americana ganhou um novo e inusitado campo de batalha: a discografia de Taylor Swift. A campanha de Donald Trump e até a Casa Branca viram-se forçados a remover faixas da superestrela pop de vídeos promocionais nas redes sociais.

O embate, reportado pela Reuters e divulgado pelo G1, reacende a discussão sobre o uso indevido de obras artísticas em contextos políticos e a complexa relação entre celebridades e o poder.

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A cantora, que já declarou apoio à vice-presidente Kamala Harris para as eleições de 2024, tem sido uma voz ativa contra o ex-presidente. Em 2020, ela foi categórica ao afirmar nas redes sociais que Trump estava "BEM CIENTE de que não o queremos como nosso presidente". Essa posição, longe de ser ignorada, provocou reações diretas do magnata.

A retórica de Trump contra Taylor Swift escalou para o pessoal, culminando em declarações polêmicas. ". Esse tipo de ataque, que mistura política e juízo estético, revela a dimensão da polarização e o quão profundamente a cultura pop se entrelaça com o cenário político.

Apesar da clara oposição de Swift, sua música continua sendo uma tentação para a máquina de comunicação de Trump. Na última semana, a campanha utilizou duas canções da artista em sua página no TikTok. Uma das publicações fazia um jogo de palavras com títulos de músicas, batizando-a de Red (Donald Trump's Version), em uma alusão direta ao famoso álbum Red (Taylor's Version).

Essa apropriação criativa, ainda que controversa, demonstra o poder de engajamento da marca Taylor Swift, mesmo entre seus detratores políticos.

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Ironia e Referências Pop: O Jogo Político-Musical

Os vídeos da campanha de Trump tentaram associar os títulos das músicas de Swift a temas políticos específicos. Por exemplo, Everything Has Changed foi relacionada às mudanças na fronteira sul dos Estados Unidos, enquanto We Are Never Ever Getting Back Together foi sarcasticamente ligada ao governo Biden-Harris.

Até The Last Time foi empregada para falar sobre o uso de uma caneta automática para assinar documentos presidenciais. Essa estratégia, de ressignificar obras conhecidas, busca criar uma ponte com o público jovem e familiarizado com a cultura pop, mesmo que a mensagem original da artista seja subvertida.

Não foi a primeira vez que a equipe de Trump recorreu à discografia de Swift. Em junho, um vídeo no TikTok apresentava I Knew It, I Knew You, canção que Swift contribuiu para o filme Toy Story 5, acompanhada da legenda:

"Ninguém ama nosso país e o povo americano mais do que President Donald J Trump". O clipe mostrava Trump em interações com crianças, dançando em um evento do UFC e discursando em um comício, numa tentativa de humanizar sua imagem.

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O Reach Inesperado: Da NASA à Ficha Policial

A Casa Branca também entrou na dança. Em abril, um vídeo do encontro da equipe da missão Artemis II com Trump usou High Infidelity, de Swift, destacando um trecho da letra que menciona a data de 29 de abril. Em novembro do ano anterior, outro vídeo no TikTok, com The Fate of Ophelia, do álbum The Life of a Showgirl, da artista, combinou imagens da bandeira dos Estados Unidos, monumentos e fotos de Trump, incluindo a infame fotografia de sua ficha policial de 2023.

Essas publicações, especialmente a última, geraram ampla repercussão.

The Music Journal Brazil
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