Medulla transforma as turbulências de 2026 em canção sobre identidade e recomeços

Composta por Paulinho Moska, "Um Móbile no Furacão" já está disponível e antecipa o novo álbum dos irmãos Keops e Raony

23 jul 2026 - 22h01
Medulla transforma as turbulências de 2026 em canção sobre identidade e recomeços
Medulla transforma as turbulências de 2026 em canção sobre identidade e recomeços
Foto: The Music Journal

Mudanças de carreira, relações que chegam ao fim e a sensação de já não pertencer à própria rotina atravessam Um Móbile no Furacão" novo single do Medulla. Lançada nesta quinta-feira (23), a faixa transforma a instabilidade emocional de quem teve a vida virada do avesso em 2026 em uma reflexão sobre identidade, amadurecimento e recomeços.

Já disponível nas plataformas digitais, a música foi composta por Paulinho Moska e produzida pelo Medulla em parceria com Los Brasileros. Formado pelos irmãos gêmeos Keops e Raony, o duo interpreta a obra como o retrato de uma geração submetida a mudanças constantes e obrigada a rever escolhas, relações e antigas versões de si mesma.

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A composição aborda o momento em que aquilo que parecia estável deixa de fazer sentido. Em vez de apresentar respostas prontas, a faixa acompanha o desconforto de quem percebe que já não cabe na vida que construiu e precisa encontrar outras possibilidades em meio ao caos.

A escolha de uma composição de Paulinho Moska também recupera uma ligação afetiva antiga do Medulla com o artista. O cantor e compositor integra uma geração que ajudou a formar a identidade musical dos irmãos, ao lado de nomes como Carlinhos Brown, Lula Queiroga, Lenine e Marisa Monte.

A influência aparece na combinação entre elementos orgânicos e eletrônicos e na busca por uma sonoridade brasileira que não abandona a experimentação. Essa mistura também orienta o novo álbum do duo, previsto para chegar às plataformas nas próximas semanas.

Videoclipe transforma metrô em metáfora das mudanças

Um Móbile no Furacão também ganhou um videoclipe dirigido pelo Medulla em parceria com o diretor de fotografia Léo Silva. Gravado no metrô, o vídeo utiliza o deslocamento dos vagões e a circulação de passageiros como metáforas para as transformações internas abordadas pela música.

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Na narrativa, Keops e Raony representam diferentes versões de uma mesma pessoa. Dividido entre dois corpos, o personagem confronta pensamentos, escolhas e identidades que já não conseguem coexistir da mesma maneira.

A produção foi inspirada no princípio associado ao cinema de Glauber Rocha de transformar uma ideia forte em linguagem audiovisual mesmo com uma estrutura essencial. A partir desse conceito, o clipe utiliza situações cotidianas para construir uma experiência cinematográfica centrada no conflito interno dos personagens.

Ao posicionar os irmãos como partes de um mesmo indivíduo, o vídeo amplia a discussão proposta pela faixa: até que ponto alguém continua sendo a mesma pessoa depois de atravessar mudanças profundas?

Novo álbum inaugura etapa inédita da dupla

O single antecipa um álbum de oito faixas desenvolvido pelo Medulla ao longo de dois anos. Durante o processo, Keops e Raony conciliaram a produção musical com os trabalhos de direção criativa nos estúdios da Head Media.

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O novo repertório transita pelo jazz, pelas sonoridades brasileiras e pela música experimental. Beatbox, efeitos vocais e sons produzidos com o próprio corpo foram incorporados à criação dos beats e arranjos, ampliando a pesquisa sonora da dupla.

Produzido por Los Brasileros em parceria com o Medulla, o disco foi mixado por Marcelinho Ferraz e Daniel Pampuri, profissionais premiados com Grammy por trabalhos ligados a artistas como Karol G e Beyoncé. O projeto também contará com participações especiais ainda mantidas em segredo.

O álbum marca a retomada do Medulla após o reencontro com o público em festivais recentes. Nascidos em Pernambuco e criados entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, Keops e Raony construíram uma trajetória marcada pela combinação de diferentes referências regionais e culturais.

Em quase 20 anos de carreira, o duo acumulou milhões de reproduções e visualizações, apresentou-se em festivais como Lollapalooza e Primavera Sound e realizou turnês pela Europa.

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Agora, Um Móbile no Furacão inaugura uma fase em que o Medulla transforma as próprias experiências de mudança em ponto de partida para um novo ciclo artístico.

Confira:

The Music Journal Brazil
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