Evan, ex-integrante do grupo de K-pop ENHYPEN que recentemente iniciou carreira solo, revelou ter superado um linfoma maligno diagnosticado aos nove anos de idade. Em entrevista, o cantor compartilhou os desafios do tratamento, o luto pela perda de amigos no hospital e o apoio materno fundamental para sua recuperação. Ele destacou que essa dura vivência e a proximidade com a morte serviram de catarse e inspiração para sua trajetória artística, refletindo-se diretamente em seu single de estreia.
O universo do K-pop, muitas vezes percebido pela sua efervescência e brilho incessante, esconde por trás das cortinas histórias de resiliência e superação que raramente vêm à tona. Recentemente, Evan, ex-integrante do aclamado grupo ENHYPEN, trouxe à luz uma dessas narrativas, revelando pela primeira vez a intensa batalha que travou contra o câncer ainda na infância.
Uma confissão que não apenas ressignifica sua trajetória artística, mas que também oferece uma perspectiva íntima sobre a força indomável do espírito humano.
A Revelação Chocante da Infância
Evan, cujo nome de batismo é Lee Hee-seung, tinha apenas nove anos, cursando a quarta série, quando sua vida tomou um rumo inesperado. O diagnóstico: linfoma maligno, uma forma agressiva de câncer no sangue. Em uma entrevista tocante à revista Weverse, ele descreveu os primeiros sinais que, inicialmente, foram confundidos com um resfriado comum.
"Eu não parava de tossir e, a princípio, achei que fosse um resfriado e não dei muita importância, mas aí, enquanto jogava futebol, dei quatro ou cinco passos e, de repente, não conseguia respirar. Descobri mais tarde no hospital que era câncer."
Força Emocional e Inspiração
A infância de Evan foi marcada por um tratamento árduo, mas a presença inabalável de sua mãe se tornou seu porto seguro.
"Mas quando vi como minha mãe cuidou de mim sem parar, quis mostrar-me forte por ela"
Mesmo em meio à dor e à incerteza da enfermaria, o sonho de ser cantor, acalentado desde os seis anos, não se apagou. Pelo contrário, floresceu em apresentações improvisadas em shows de talentos com outros pacientes.
"Sonhei em ser cantor desde os seis anos de idade, mas, para ser honesto, naquela época eu não tinha capacidade mental nem para pensar nisso"
As Cicatrizes Invisíveis e a Música como Catarse
A experiência no hospital deixou marcas profundas, especialmente ao testemunhar a partida de amigos que fez durante o tratamento.
"Eu via meus amigos morrerem e ficava pensando: 'Eu quero tanto viver, quero voltar para casa.' Felizmente, consegui concluir o tratamento e seguir em frente com a minha vida. Eu tinha muito menos energia e, como meu cabelo ainda estava crescendo por causa da quimioterapia, eu era muito zoado por isso. Não penso nisso há muito tempo. Dói trazer isso à tona novamente"
A Transição e a Voz Solo
Apesar do silêncio público, a música sempre foi seu canal de expressão. Sem que muitos soubessem, Evan sublimou suas vivências em canções. Ele explicou como a dor se transformou em arte:
"Quando canto em Death of Me, o primeiro single, que 'esta não é a minha morte', isso vem de um lugar onde eu mesmo estive muito perto da morte. Não importa o quão fundo eu fosse, eu sentia repetidamente que nunca era realmente o fim."
A revelação ganha ainda mais peso no contexto de sua recente transição. Em março, Evan deixou o ENHYPEN para embarcar em uma carreira solo, um movimento que ele já vinha preparando há algum tempo, mantendo-o discreto para não ofuscar o grupo.