A equipe do cantor Bad Bunny autorizou o uso de sua faixa "Lo Que Le Pasó a Hawaii" na campanha de reeleição do presidente Lula. Lançada nesta quarta-feira (23), a peça eleitoral conta com narração de Wagner Moura e traz uma versão adaptada da música focada na soberania nacional. A letra modificada critica o adversário Flávio Bolsonaro e denuncia a interferência de Donald Trump no Brasil, contrapondo imagens do petista e símbolos nacionais à bandeira dos EUA e à família Bolsonaro.
O cantor porto-riquenho Bad Bunny, através de sua equipe, autorizou a utilização da faixa "Lo Que Le Pasó a Hawaii" em uma campanha para a reeleição do presidente Lula. A liberação, confirmada pelo time petista ao Mídia Ninja e outros veículos de imprensa, permitiu o lançamento de uma peça eleitoral com uma versão adaptada da música nesta quarta-feira (23).
A canção original faz parte do álbum Debí Tirar Más Fotos (2025) e aborda a influência dos Estados Unidos em Porto Rico, tratando de temas como gentrificação e a perda de identidade cultural, fazendo um paralelo com a história do Havaí. A adaptação para a campanha eleitoral brasileira conferiu à letra um novo significado contextualizado com a política nacional.
A nova versão da música reforçou o discurso de soberania nacional do presidente Lula. A letra modificada se manifesta contra o candidato Flávio Bolsonaro e denuncia tentativas de interferência de Donald Trump no Brasil, transformando a mensagem original em um manifesto político local.
Um trecho da letra adaptada diz: "Querem tomar o rio e, também, a praia, querem as terras raras, querem que a gente saia. Não largue a bandeira, não esqueça o que vivi, não quero que façam contigo, o que fazem por aí". A canção é precedida por uma narração do ator Wagner Moura.
Na narração, Wagner Moura afirma: "Quando os portugueses chegaram em 1500, encontraram a selva. 'Selva' em latim é 'Silva'. Quem nascia aqui, para eles, era 'da selva'.
Simultaneamente à música e à narração, a peça eleitoral exibe imagens do Brasil e do presidente Lula. Essas imagens são contrapostas com a bandeira estadunidense e outros símbolos associados a Flávio Bolsonaro e sua família, criando um contraste visual e temático na campanha.