Meli Music 3 terá edição 100% sertaneja para engajar geração Z

Festival vai migrar para o gramado do Pacaembu e terá Ana Castela, Lauana Prado e Hugo Henrique no line-up

23 jan 2026 - 18h07

O festival Meli Music anunciou na manhã desta sexta-feira, 23, a sua terceira edição, marcada para o dia 24 de maio no Mercado Livre Arena Pacaembu.

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Depois de uma etapa dedicada ao trap e outra rap, ambas realizadas em 2025, desta vez o evento terá um line-up 100% sertanejo. Foram confirmadas as presenças de Ana Castela, Lauana Prado e Hugo Henrique. Uma quarta atração ainda deve ser anunciada.

Outra novidade é que esta terceira edição será realizada no gramado do estádio e não mais no Mercado Pago Hall, espaço coberto no novo prédio que está em construção no Pacaembu, como foram as duas primeiras.

A expectativa dos organizadores é receber 22 mil pessoas, quase 10 mil a mais que as duas edições passadas juntas. Os ingressos já estão à venda e custam entre R$ 100 e R$ 480.

No Meli Music, como em todos os festivais, a palavra é "experiência", ou seja, levar ao público algo mais do que o show.

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Ana Castela, Iuri Maia, do Mercado Livre, e Lauana Prado no anúncio da terceira edição do Meli Music
Ana Castela, Iuri Maia, do Mercado Livre, e Lauana Prado no anúncio da terceira edição do Meli Music
Foto: Divulgação/Mercado Livre / Estadão

Para Ana Castela, uma das atrações deste ano, em suas apresentações, isso ocorre por meio da dança. "Isso realmente traz algo de diferente para o fã do sertanejo. Ele vê a dança no palco, depois sofre por amor com as canções", diz a cantora, um dos principais nomes do feminejo no País.

Aos 22 anos, Castela tem um fã clube grande de crianças e adolescentes e tenta se comunicar com eles também. Ela diz ser uma responsabilidade, mas aceita com carinho e cuidado. "Preciso pensar e tomar cuidado com certas palavras e posturas [no palco]. Mas sou uma menina de 22 anos. Uma hora alguma coisa vai sair errada. Mas está tudo bem. Acontece", diz.

A cantora também tem flertado com o pop - o sertanejo, desde a década de 80, tem ligação com o gênero-, mas ainda acha prematuro se aventurar por outra seara que não seja o feminejo. "Fiz uma primeira composição pop, mas não achei tão boa. É algo muito diferente do meu nicho. Estou conversando com alguns produtores de novo e eles falaram que me ajudam. Uma hora vai sair. Quero fazer bem feito", diz a artista ao Estadão.

Ana já foi garota propaganda da empresa. E tem, entre os itens vendidos na plataforma, uma boneca que leva sua marca e o chapéu de boiadeira. O Meli Music, de acordo com os organizadores, ajuda a levar gente para o site de venda - além de levar o público da plataforma para o site.

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Estratégia para a marca

De acordo com Iuri Maia, diretor de Estratégia e Marca do Mercado Livre, o objetivo é falar com todas as regiões do País, e, sobretudo, com a geração Z, o grande público alvo do Meli Music. Maia diz que o sertanejo cumpre esse propósito por cruzar gêneros, faixas etárias e regiões do Brasil.

A organização do evento, feito em parceria com a GTS, braço da Universal Music, citou dados de uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data, realizada em 2024, que apontou que 83% acreditam que o sertanejo representa a cultura nacional e que 84% dos brasileiros gostam das artistas femininas.

Para Maia, uma ação como o este evento, a exemplo do que ocorre com as ações de marketing no Big Brother Brasil, gera engajamento não apenas naquele momento, mas segue repercutindo nas redes sociais. "A música nos ajuda como fio condutor para uma conversa sobre nossa marca", diz o executivo.

As categorias mais procuradas por esse público, segundo Maia, são moda e beleza. "O consumidor de música como território tem uma proximidade e uma afinidade muito maior com moda e beleza. Trouxemos isso para a estratégia do Meli Music com iniciativas mais específica".

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Ainda segundo Maia, música tem relevância cultural tão grande na vida dos brasileiros - é o segundo mercado em shows, depois dos Estados Unidos - que mesmo ações que não são do Mercado Livre levam público para o e-commerce. "Experimentamos isso com o show da Madonna [em 2024, em Copacabana], quando tivemos um pico de buscas e compras por itens dela", exemplifica.

A organização do evento diz que triplicou o investimento para esta terceira edição, em relação às duas realizadas em 2024, mas não revela números. "Ano passado já investimos bastante em música. Não só no Meli Music. Já estávamos com a Ana Castela, fizemos campanhas e ativações com ela. Também pagamos direitos [autorais] de música para campanhas. Ao triplicar, mostramos que o resultado vem", afirma Maia.

Para Lauana Prado, outra atração do festival neste ano, a geração Z quer fazer parte da vida do artista. "Para entregar isso, precisamos ser autênticas. Ser quem a gente é faz com que as pessoas se conectem com a gente", diz.

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