MC Luanna lançou a mixtape "IRREFREÁVEL [EPÍLOGO]", seu projeto mais denso, com dez faixas inéditas e participações de Maru 2D, Yunk Vino e Ciça. Transitando por vertentes como trap e boom bap, o trabalho aborda autonomia feminina, superação e autossuficiência, destacando a faixa-foco "12 Putas 1 Segredo". Produzido pela própria artista com Mello Santana, o disco marca o encerramento consciente de uma fase e o início de uma pausa em sua carreira.
MC Luanna lançou na última quarta, 4, IRREFREÁVEL [EPÍLOGO], continuação direta de IRREFREÁVEL e o trabalho mais denso da rapper até aqui. Com 10 faixas inéditas, o projeto reúne participações de Maru 2D, Yunk Vino e Ciça, e produções que transitam entre trap, boom bap, twerk e crunk. A direção artística e a produção executiva são assinadas pela própria Luanna, a direção musical é dividida com Mello Santana e a distribuição fica a cargo da Symphonic.
IRREFREÁVEL [EPÍLOGO] retoma de onde a primeira mixtape parou. Se antes Luanna mapeava os caminhos percorridos e as inseguranças enfrentadas, o epílogo funciona como um acerto de contas com o que ficou pelo caminho. A faixa-foco é "12 Putas 1 Segredo", gravada com Maru 2D, artista com quem a rapper se aproximou durante o projeto Poetisas no Topo. A música parte de uma expressão historicamente usada para desqualificar mulheres e a reescreve: o que era ofensa vira narrativa de autonomia e liberdade sexual. A parceria com Yunk Vino em "Não Saio de Casa" marca outra estreia: é a primeira vez que Luanna abre a composição de uma faixa sua para outro profissional, o produtor Indio. Ciça completa o trio de participações em "Tira Meu Nome da Boca", boom bap que reúne duas vozes do rap nacional a pedido do público.
Algumas faixas evidenciam com mais clareza os eixos temáticos que atravessam a produção de Luanna. Em "Eu Não Posso Ser", autoestima e independência financeira se encontram. "Desiste ou Supere" retoma o fio de "Amiga Esse Homem Te Apaga", da primeira mixtape, e aprofunda a conversa sobre superação. "Tipo de Mulher" associa ambição a autossuficiência. "Twerk" e "OK" falam de desejo. O encerramento fica por conta de "Arte Coletiva [Epílogo]", uma carta às pessoas que transformaram a criação em modo de vida e que amplia o escopo do projeto para além da experiência individual da rapper.
Sobre o título, a rapper, segundo comunicado oficial, explica que a palavra epílogo não é decorativa. Luanna anunciou que vai dar um tempo após o lançamento, o que transforma a mixtape em um marco de encerramento consciente antes de uma nova fase.
https://www.youtube.com/watch?v=ysv8phCQHXk&pp=ygUWbWMgbHVubmEgcm9sbGluZyBzdG9uZQ%3D%3D