O cantor Seal retorna ao Brasil para cinco shows que celebram os 30 anos de seus primeiros discos. Em entrevista, ele destacou sua conexão com o país, relembrou sucessos como "Crazy" e "Kiss from a Rose", exaltou a produção de Trevor Horn e revelou sua admiração pelo Alice in Chains. A turnê passa por Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, contando com a abertura de Seu Jorge nas capitais paulista e fluminense. O artista planeja lançar materiais inéditos em 2026 e 2027.
É um prazer conversar com Seal, ainda que de modo menos convencional. Ao aceitar conceder entrevista à Rolling Stone Brasil, o cantor britânico pediu que a comunicação ocorresse por e-mail, em vez de telefone ou videochamada. Talvez estivesse ciente de que só poderia oferecer boas respostas sem a delimitação normal de tempo que ocorrem em agendas de imprensa comuns, geralmente com 15 a 20 minutos destinados a cada veículo de comunicação.
Pela sexta vez, o artista de nome Seal Henry Olusegun Olumide Adeola Samuel vem ao Brasil para realizar cinco shows. A agenda inclui apresentações em Brasília (25/11, Centro de Convenções Ulysses Guimarães), Rio de Janeiro (26/11, Qualistage), São Paulo (28/11, Nubank Parque), Curitiba (01/12, Igloo Super Hall) e Porto Alegre (02/12, Auditório Araújo Vianna). Nas capitais fluminense e paulista, Seu Jorge fica a cargo da abertura. Para ingressos, acesse o site oficial do artista.
Os compromissos fazem parte da turnê Celebrando 30 Anos dos Clássicos Álbuns I e II, que já passou por América do Norte e Europa. Apesar do nome, o repertório não se restringe aos álbuns de 1991 e 1994, célebres por hits como "Crazy" e "Kiss from a Rose". "Também haverá músicas dos outros discos, além de algumas músicas novas", antecipa o artista à Rolling Stone Brasil.
Nesta entrevista, Seal aborda sua relação de longa data com o país — iniciada com shows históricos no Hollywood Rock de 1992 —, conta o que devemos esperar de suas apresentações e revisita os dois álbuns celebrados, com direito a declarações fortes sobre escolhas ruins que artistas costumam fazer e sua eterna dívida de gratidão com o produtor Trevor Horn (ex-membro do Yes e The Buggles creditado por "definir o som dos anos 1980"). Ainda sobrou tempo para o cantor, um ícone do soul/R&B contemporâneo, explicitar sua relação pelo rock, em especial por bandas grunge da década de 1990.
Entrevista com Seal
Igor Miranda — Rolling Stone Brasil: Seus shows no Brasil celebram três décadas desde o lançamento dos seus dois primeiros álbuns. O que os fãs podem esperar desse show em termos de escolha de repertório, produção de palco ou outros detalhes?
Seal: Antes de tudo, estou extremamente animado para voltar ao Brasil em novembro para essas apresentações. Eu diria que meus fãs podem esperar ouvir minha música sendo tocada por um grupo extraordinário de músicos. Tenho uma ótima banda. O repertório está sempre mudando, mas, claro, estarão presentes as músicas que as pessoas amam há 30 anos. Principalmente dos dois primeiros álbuns, mas também dos outros. Haverá também algumas músicas novas. Normalmente, monto o repertório propriamente dito na tarde do show. Sempre vamos tocar aquilo que as pessoas precisam ouvir. Se tivermos que tocar durante três horas (risos), vou dar um jeito de incluir essas músicas.
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Rolling Stone Brasil: Você não se apresenta no Brasil desde 2019, mas sempre foi muito popular por aqui. São Paulo é a cidade que mais ouve sua música no Spotify no mundo, e você vai tocar em um estádio na cidade. Por que acha que o público brasileiro criou uma conexão tão forte com você e sua música?
Seal: Acho que isso se deve a uma série de fatores. Acredito que a música, de modo geral, está mais presente na cultura brasileira do que em qualquer outro país que eu consiga imaginar. Está na alma, está nos ossos do Brasil. Os brasileiros vivem, comem e respiram música. É a cultura deles. É quem eles são. Você vê isso constantemente na cobertura internacional sobre o Brasil e sobre o lindo povo brasileiro.
Recentemente assistimos aos jogos da Copa do Mundo em que o Brasil jogou e você vê a maneira como eles comemoram, vê o calor. A paixão. Os brasileiros estão profundamente conectados às suas almas, a quem eles são, por meio da música. E o que os torna diferentes de qualquer outro país nesse aspecto é que, acima de tudo, eles sabem disso. Sabem o quanto a música é essencial para sua existência. Sabem que uma vida sem música é uma vida que não vale a pena ser vivida. Essa é a atitude deles. Eles entendem que música e som estão fundamentalmente no centro de quem eles são.
Não acho que seja apenas a minha música de que eles gostam. Acho que eles têm uma conexão muito forte com a música em geral, estão muito sintonizados com ela. Você não consegue dar dois passos no Brasil sem ouvir alguma coisa. Até alguém colocando o lixo para fora tem ritmo (risos). Eles simplesmente têm isso no sangue. Então acho que essa é parte da razão. Se você é um artista que coloca a alma no que faz — e não estou falando de soul como gênero musical, mas no sentido literal —, se você escreve a partir da sua alma, os brasileiros respondem a isso.
E acho que um pouco da minha ascendência talvez também tenha algo a ver com isso, e talvez minha herança brasileira apareça na minha música [nota: Seal, nascido na Inglaterra, é filho de pai brasileiro com mãe nigeriana]. Tenho uma afinidade e uma conexão naturais com a música brasileira. Nem preciso saber falar português: quando ouço música brasileira, ela provoca em mim algo inconfundível. Eu a compreendo em todos os aspectos porque não estou tentando entendê-la intelectualmente. Eu simplesmente sinto. Então não sei, provavelmente são vários motivos. Meus fãs brasileiros sempre foram muito fiéis e sinto que preciso passar... preciso morar aí por um tempo. É isso que preciso fazer. Preciso passar um tempo aí, uns bons seis meses, e tentar aprender o idioma.
Rolling Stone Brasil: Você veio ao Brasil pela primeira vez em 1992 para se apresentar no Hollywood Rock, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Quais lembranças guarda dessa primeira passagem pelo país para fazer shows?
Seal: Lembro de cair por causa de uma luz no palco! Saí correndo para o palco para começar o show, tropecei em uma luz que não tinha visto, cortei a perna e caí de cara no chão diante de 60 mil pessoas! (Risos) Foi bom para criar caráter. É disso que me lembro daquela época... e de ter que fazer o resto do show com a perna sangrando e o ego seriamente ferido. Mas foi mágico.
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Rolling Stone Brasil: Gostaria agora de falar um pouco sobre os álbuns que estão sendo celebrados. Em relação ao primeiro disco, Seal, de 1991, como você o enxerga 35 anos depois? Por ser uma estreia, quais elementos mais impressionam você hoje?
Seal: A produção de Trevor Horn, acima de qualquer outra coisa, e o nível do meu envolvimento nela. Eu tinha uma visão muito clara de como queria que o álbum soasse. A genialidade de Trevor está no fato de ele ter transformado em realidade aquilo que eu imaginava. Tenho muito orgulho do disco e me considero realmente afortunado por ter encontrado alguém como ele.
Quando ouço aqueles álbuns, o primeiro, o segundo e o terceiro, é um pouco impactante, porque penso: "E se eu não tivesse encontrado Trevor?" Quem mais poderia ter feito "Kiss from a Rose" [faixa do segundo álbum, Seal II]? Aquilo não soa como p*rra nenhuma que existisse antes. Assisti a um programa inteiro que uns nerds na internet, no YouTube, fizeram sobre como "Kiss from a Rose" foi uma música definidora justamente porque não soava como nada que tivesse vindo antes. Parecia uma combinação de todas essas coisas que, tecnicamente, não deveriam funcionar juntas, mas, de alguma forma, funcionam.
Tive a sorte de conseguir um daqueles sucessos globais gigantescos e, bem, Trevor Horn é a razão disso... Ele tinha uma visão para o disco, e o trabalho dele era concretizá-la, e fez isso de maneira extraordinária.
Então é isso que ouço acima de tudo. Ouço a juventude na minha voz, o otimismo, o idealismo. Ainda soa como eu, não mudou muita coisa. O que realmente me impressiona é a genialidade de Trevor. Já perdi a conta de quantas vezes encontrei engenheiros de som em shows que me disseram: "Ainda usamos seus dois primeiros álbuns para ajustar o sistema de PA." A única outra banda que ouço eles mencionarem nesse contexto é Steely Dan. Então, se estão colocando nossos discos nesse mesmo nível... uau! Isso é Trevor Horn. (Risos) Eu sabia cantar e mais ou menos sabia compor músicas. Não sabia como fazer discos. Isso é algo completamente diferente.
Rolling Stone Brasil: Você compôs "Crazy", primeiro single do álbum e um de seus maiores sucessos, inspirado pela queda do Muro de Berlim e pelo massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989. Eram tempos de mudanças, mas hoje vemos que a história realmente anda em círculos e muitos problemas se repetem. Você acha que, de alguma forma, essa música se encaixa no momento em que estamos vivendo? Se sim, de que maneira?
Seal: Acho que sim. Quando escrevi "Crazy", era uma música que buscava reconhecer o mundo da maneira como eu o enxergava e, espero, da maneira como outras pessoas também o enxergavam. Havia mudanças, mudanças turbulentas, disruptivas. Essencialmente, o que eu estava dizendo era que nunca vamos sobreviver a menos que enlouqueçamos um pouco. Teríamos que abraçar essas mudanças e perceber que, para enxergar a transformação, para concretizar a mudança positiva que queríamos ver, apesar de toda a ruptura e turbulência, nós mesmos teríamos que ser essa mudança.
Teríamos que realmente correr riscos. Teríamos que defender aquilo em que acreditamos. Teríamos que nos apoiar profundamente no coração, no amor. Teríamos que demonstrar coragem, acreditar em nós mesmos, confiar. Teríamos que dar um voto de confiança, teríamos que pular, para conseguir realizar uma mudança positiva em meio a toda aquela ruptura. É mais ou menos isso que eu queria dizer, de alguma maneira, com "we're never gonna survive unless we get a little crazy" ("nunca iremos sobreviver a não ser que enlouqueçamos um pouco").
Se você olhar para o que está acontecendo nos Estados Unidos, por exemplo... os Estados Unidos parecem estar passando por uma fase muito interessante agora, em que as pessoas estão percebendo que, em última análise, elas têm o poder, mas apenas se conseguirem compreender que têm esse poder. Para despertar esse poder, é preciso entender que a união faz a força. Precisamos estar conectados. Precisamos nos relacionar uns com os outros em um nível profundo, de alma. Precisamos entender que todos queremos a mesma coisa, seja uma mudança ambiental, social ou sociopolítica. Precisamos perceber que não somos tão diferentes e que, no fundo, todos queremos a mesma coisa. Teremos que abandonar o preconceito, derrubar essas barreiras. É preciso que a união faça a força.
Uso os Estados Unidos como exemplo, mas essa é praticamente uma mensagem para o mundo inteiro. Precisamos perceber que nós somos essenciais e que nós somos responsáveis pela nossa própria sobrevivência. Não o homem, nem o governo. Não. Nós teremos que ser a mudança que queremos ver. É realmente simples assim.
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Rolling Stone Brasil: "Kiss from a Rose", que se tornaria seu maior sucesso, foi composta em 1987, mas ficou guardada. Por que ela permaneceu de lado por tanto tempo e o que fez você retomá-la e mostrá-la a Trevor Horn?
Seal: "Kiss from a Rose" meio que foi composta, como dizem os latinos, "fazendo sem fazer". Eu meio que não tinha consciência do que estava fazendo enquanto a escrevia. Ela simplesmente saiu. Mas lembro de quando estava compondo, da situação em que me encontrava, e eu realmente não estava prestando muita atenção naquilo. Simplesmente surgiu, muito rapidamente, em uma tarde. E eu não achava que fosse boa. Apenas achava interessante. Mas naquela época eu gostava de Led Zeppelin, rock, coisas mais pesadas. Acho que estava preocupado em tentar ser descolado. (Risos) "Kiss from a Rose" era meio... ah, não sei. Estava longe de ser descolada! Quero dizer, é uma valsa em compasso 3/4. Não tinha nada de provocativo.
Mas você não consegue manter uma boa música escondida, porque meu amigo Paul tinha ouvido a canção e nunca a esqueceu. Depois contou a Trevor sobre aquela demo rudimentar que eu havia gravado. Trevor começou a me pressionar: "Que música é essa de que o Paul vive falando, essa música da 'Rose'?". E eu dizia: "Ah. Era só uma coisa com que estava brincando no meu gravador de quatro canais. Não sei se vale a pena você ouvir". Finalmente, quando chegou a hora de compor o segundo álbum, acabei tocando a música para ele. E ele criou uma obra-prima — e eu ainda assim não gostei. (Risos)
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Rolling Stone Brasil: Você trabalhou com Trevor Horn nos dois álbuns. Quais são suas principais lembranças desse trabalho e como acha que ele conseguiu elevar sua música?
Seal: Acho que tive a sorte de encontrar o único produtor que sabia o que fazer comigo. E não estou dizendo isso como piada. Não acho que eu seja um artista simples de trabalhar, e não consigo imaginar outro produtor que soubesse o que fazer comigo. Acho que foi destino e muita sorte. Encontrei o único cara que sabia o que fazer comigo, e digo isso porque também conheço a minha própria teimosia.
Existe aquele velho ditado: "O artista sempre sabe o que é certo". Não, não sabe. Isso é uma besteira. Nós não sabemos. Somos famosos por atrapalhar a nós mesmos e tomar decisões ruins, decisões capazes de acabar com uma carreira.
Trevor e eu nem sempre concordávamos sobre as mesmas escolhas musicais, mas eu o respeitava tanto que confiava nele. Isso não é fácil para nós, artistas. E ele simplesmente entregava. Devo tudo àquele homem. Tudo. Tive muita sorte de encontrar o cara certo... Claro, eu sabia cantar, mas quando penso no que ele exigia de mim, na ética de trabalho, no compromisso com a excelência, percebo que ele me treinou.
Fazíamos coisas como gravar oito canais de uma única harmonia, depois havia umas três harmonias e eu gravava cada uma delas oito vezes... e isso foi antes do Auto-Tune. Ele incutiu essa ética de trabalho em mim ao me mostrar constantemente resultados extraordinários, quase mágicos, que me deixavam impressionado. Ele é um mestre da manipulação, no melhor sentido. Sabia como me manipular para conseguir aquilo que queria...
Rolling Stone Brasil: Olhando um pouco para o futuro, você não lança um álbum desde 2017. Existem planos de lançar novas músicas ou até mesmo um álbum completo?
Seal: Sim. Com certeza. É algo em que estou trabalhando neste momento, mas, como todos sabemos, embora eu ainda acredite muito no conceito de álbum, a maneira como a música é consumida hoje é muito diferente de quando comecei. Portanto, a estratégia para lançar esse álbum precisa ser completamente repensada.
Para começar, não vendemos mais música, certamente não nas quantidades que vendíamos antes. Isso coloca em jogo muitos fatores com os quais nunca tivemos que lidar anteriormente. Se você não vende discos, de onde vem o dinheiro para produzir os álbuns da mesma maneira que fazíamos antes? Isso não significa que você não possa fazê-los. Significa apenas que a abordagem precisa ser diferente. Passei boa parte do último ano compondo, gravando e editando dezenas de músicas novas e estou comprometido em lançar mais material inédito em 2026 e 2027.
Rolling Stone Brasil: Para encerrar: uma entrevista em que você afirmou ser um grande fã de Alice in Chains — banda que também se apresentou no Hollywood Rock, mas em 1993 — teve bastante repercussão no Brasil. Você gosta de outras bandas mais pesadas de rock? Se sim, quais? E o que mais aprecia nelas?
Seal: Bem, fico muito feliz em ver que o Alice in Chains parece estar vivendo um grande ressurgimento neste momento. E fico feliz porque, em todo aquele gênero grunge, quando todo mundo era obcecado por Pearl Jam e Nirvana — que foram e são bandas fenomenais —, para mim, sempre foi Alice in Chains. Sempre foram eles, Layne Staley e Jerry Cantrell.
Layne tinha a voz mais impressionante de todos. Você pode colocar Chris Cornell nessa conversa também, com o Soundgarden, mas o que Layne e Jerry faziam com as harmonias de suas vozes... uau. Que cantor do car*lho ele era, antes que a agulha [overdose de heroína] o levasse. Mas, uau, que voz. Do ponto de vista técnico, o que ele fazia com a voz e o que eles faziam com as harmonias era simplesmente incrível.
Um dos meus elementos favoritos na música, de modo geral, é a tensão positiva, aquela bela escuridão, aquela tensão harmônica constante. Então, quando se trata de rock mais pesado, para mim sempre foi Alice in Chains.
https://www.youtube.com/watch?v=TAqZb52sgpU&list=RDTAqZb52sgpU&start_radio=1&pp=ygUeYWxpY2UgaW4gY2hhaW5zIG1hbiBpbiB0aGUgYm94oAcB
Havia outras bandas. Eu também adorava o Stone Temple Pilots, achava-os ótimos. Claro que gosto dos clássicos, sempre adorei Led Zeppelin, mas gosto de qualquer coisa que seja boa. Não costumo pensar em termos de "pesado", "rock" ou mesmo gêneros musicais. Simplesmente gosto daquilo que tem o que chamo de soul — não necessariamente no sentido de R&B, mas de qualquer música que venha da alma. Não me importa se é punk, essas coisas são apenas rótulos. Gosto de qualquer coisa que me emocione, de qualquer coisa que tenha paixão e soe bem.
Olha, cresci em uma casa onde se ouvia Motown. O que eu tinha a ver com Alice in Chains? Bem, o que eu tinha a ver é que, quando ouvi "Man in the Box" pela primeira vez, aquilo era um cantor de soul cantando, e a música era simplesmente sexy. Aquilo me tocou. O elemento harmônico era tão sofisticado e bonito. E por acaso era grunge, suponho. Esses são apenas os rótulos que as pessoas colocam. Para mim, era simplesmente ótima música, música que me emocionava e que, meu Deus, só me fazia querer ouvir mais.
Então não penso em termos de "eu gosto de rock pesado" ou qualquer coisa assim. Eu simplesmente amo música. Sou um verdadeiro amante da música. Gosto até de boas cantigas infantis (risos). Se existe ali algum conteúdo melódico que me emocione, ou algum conteúdo lírico, eu amo aquilo com a mesma paixão.
*Seal realiza shows em Brasília (25/11, Centro de Convenções Ulysses Guimarães), Rio de Janeiro (26/11, Qualistage), São Paulo (28/11, Nubank Parque), Curitiba (01/12, Igloo Super Hall) e Porto Alegre (02/12, Auditório Araújo Vianna). Nas capitais fluminense e paulista, Seu Jorge fica a cargo da abertura. Para ingressos, acesse o site oficial do artista.
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